O PROJETO
A pandemia de COVID-19 tem provocado uma reviravolta nas políticas públicas de saúde em vários países do mundo e gerado uma avalanche de estudos e pesquisas sobre os mais diversos aspectos deste fenômeno. No Brasil, que está entre os países com os piores indicadores da pandemia, seu enfrentamento tem mobilizado a comunidade científica a analisar, sob diversos ângulos, o curso e o impacto da pandemia na saúde, na economia, na política e na vida cotidiana de milhões de brasileiros e brasileiras.
O Instituto de Saúde Coletiva da UFBA, coerentemente com seu projeto ético-político de contribuir para a análise da situação de saúde da população brasileira e para o debate público das políticas de saúde, em defesa dos princípios e diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS), vem, através do seu corpo docente e discente, participando de diversas iniciativas de produção e divulgação de conhecimentos, bem como da redefinição e adequação de conteúdos programáticos de suas atividades de ensino e extensão, tendo em vista a pandemia de COVID-19.
Nessa perspectiva, apresentou um amplo projeto de pesquisa ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq ) com o objetivo geral de “Analisar os modelos, estratégias e ações de vigilância em saúde em distintos níveis de atenção, para a redução da exposição ao risco de contaminação na população e em trabalhadores de saúde, a detecção precoce de casos e o encaminhamento em tempo adequado de pacientes para a assistência especializada e hospitalar”.
Referenciado na concepção ampliada de Vigilância em Saúde, o projeto é composto por sete subprojetos, que abordam um conjunto heterogêneo de objetos, recortados em função dos diversos momentos do processo de enfrentamento da pandemia. Assim, inclui estudos de revisão integrativa da literatura internacional sobre estratégias de enfrentamento da COVID-19, em diversos países, buscando identificar as “lições aprendidas” com a pandemia, bem como uma série de pesquisas que recortam aspectos específicos da problemática gerada pela expansão e enfrentamento da pandemia no Brasil, incluindo questões sobre a reorganização da atenção primária à saúde e da assistência hospitalar, estudos específicos sobre as práticas de vigilância sanitária de serviços de saúde e sobre o impacto da pandemia na saúde dos trabalhadores de saúde e investigações sobre o grau de adesão da população às medidas de prevenção e controle e sobre as estratégias de comunicação social que têm sido acionadas através das redes e plataformas digitais.