Trabalho em rede é tema de oficina do ObservaCovid
Autor: Inês Costal e Patrícia Conceição
Publicado em: 13 de janeiro de 2023
Atualizado em: 13 de janeiro de 2023
Os desafios e potencialidades do trabalho em rede com foco na produção de conhecimentos sobre a pandemia de Covid-19 foi um dos debates centrais da oficina promovida pelo projeto ObservaCovid, em Salvador (BA), e tema da edição nº 44 do boletim do Observatório de Análise Política em Saúde (OAPS). A iniciativa reuniu pesquisadores/as que compõem o grupo, estudantes, gestores/as e convidados/as em torno da proposta de avaliar as atividades desenvolvidas nos últimos dois anos, debater a experiência acumulada e perspectivas futuras para o OAPS.
O balanço mostra a importância das articulações e parcerias prévias que ajudaram a conformar o grupo para a execução de um “trabalho que possibilitou a construção de laços para além da academia”, na avaliação da pesquisadora Monique Esperidião. Este histórico foi ressaltado ainda pela professora Lígia Vieira, para quem “as redes passadas possibilitaram as redes do presente”.
A oficina apontou o financiamento como nó e desafio central, além de discutir estratégias de divulgação dos resultados como forma de compartilhar os conhecimentos construídos, mas também de trazer a sociedade para participar de sua produção. Se por um lado houve consenso em apontar o financiamento como nó crítico, por outro, para o diretor do ISC/UFBA, Luis Eugenio de Souza, há perspectiva de retomada do investimento em Ciência e Tecnologia em 2023, com a oportunidade de novamente construir iniciativas e processos participativos.
Na análise da pesquisadora Carmen Teixeira, o evento expôs a heterogeneidade do perfil dos/as pesquisadores/as que compõem a rede e as contribuições das diversas formações e abordagens teóricas, bem como a produção de uma enorme quantidade de dados ainda não explorada – um acervo de informação que precisa ser trabalhado e pode gerar novos subprojetos.
A importância das pessoas que compõem a rede, especialmente no contexto de isolamento social vivenciado durante os primeiros anos da pandemia, também foi discutida pelo grupo e sintetizada por Marcelo Castellanos: “O ponto mais forte de uma rede são as pessoas”.
Clique aqui e acesse a edição nº 44 do Boletim do OAPS.
O projeto ObservaCovid conta com apoio do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), Ministério da Saúde (MS), Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e Departamento de Ciência e Tecnologia da Secretaria de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos em Saúde (Decit/SCTIE).
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