Trabalho e Educação na Saúde: Pesquisadoras do OAPS participam de debate sobre agenda compartilhada e atuação em rede

Autor: Patrícia Conceição
Publicado em: 11 de setembro de 2026
Atualizado em: 14 de setembro de 2026

As relações de trabalho em diferentes modelos de gestão no SUS, precarização, plataformização digital do trabalho médico, potencialidades da atuação em rede e desafios para construção de uma agenda compartilhada foram alguns dos temas debatidos durante a sessão científica “Diagnóstico sobre as Relações de Trabalho nos Modelos de Gestão Alternativos à gestão direta do Estado no SUS e a Construção de uma Agenda do Trabalho e da Educação em Saúde para o GT da Abrasco e a Retes”. Realizado nos dias 02 e 03 de setembro, no Rio de Janeiro (RJ), o evento reuniu pesquisadores/as, gestores/as e estudantes, além de contar com a participação de pesquisadoras do eixo Trabalho & Educação na Saúde, do Observatório de Análise Política em Saúde (OAPS).

A atividade foi promovida no âmbito da pesquisa conduzida pela Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP/Fiocruz) e o Instituto Aggeu Magalhães (Fiocruz/PE), com apoio da Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES/MS). Na oportunidade, também foram discutidos a atuação do GT Trabalho e Educação na Saúde da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), o processo de construção do 1º Plano Diretor de Política, Planejamento e Gestão em Saúde e os próximos passos da Rede Nacional de Trabalho e Educação na Saúde (Retes).

Ao pensar estratégias para a construção de uma agenda comum de pesquisa e mobilização no campo do trabalho e da educação em saúde, Isabela Cardoso (ISC/UFBA), coordenadora do OAPS e da Retes, destacou a importância de redes e grupos de trabalho como espaços de integração, fortalecimento de vínculos e translação do conhecimento. “O trabalho em rede congrega atores individuais e coletivos para pensar estratégias e produtos que possam repercutir nas políticas públicas e no SUS, além de potencializar a construção de agendas coletivas que tenham um significado para a vida das pessoas”, explicou.

Para Márcia Teixeira (ENSP/Fiocruz), vice-coordenadora da Retes e coordenadora do GT da Abrasco, a atuação em rede possibilita maior articulação entre diferentes atores e instâncias, além de potencializar o debate em torno das políticas. “Nós não podemos pensar em política pública sem pensar na importância de comunicar com a sociedade e colocar os trabalhadores no centro do debate. Nossa linguagem precisa estar em harmonia com a linguagem da sociedade. […] Lembrando que nós temos um marco que nos funda que é nosso compromisso com a Reforma Sanitária Brasileira e com o SUS público e universal”.

Ao final da sessão científica, uma roda de conversa se dedicou a pensar os próximos passos do trabalho articulado em rede, passando por desafios como a integração entre pesquisa e formação; estratégias de diálogo com a sociedade, movimentos sociais e gestão; aproximação entre as diferentes áreas da Saúde Coletiva e o estímulo a uma ciência plural; e articulação política em defesa do Sistema Único de Saúde (SUS) e seus trabalhadores/as. Leia mais sobre o evento aqui.





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