SUS é único sistema público de saúde que atende mais de 200 milhões de pessoas

Autor: Equipe de Redação, com informações do Comprova
Publicado em: 14 de outubro de 2019
Atualizado em: 7 de janeiro de 2022

Checagem do Comprova, iniciativa que verifica declarações em evidência na internet, analisa sistemas de saúde de países com mais de 200 milhões de pessoas e mostra que o Brasil é o único que tem um sistema público de saúde universal. A Folha checou sistemas da China, Índia, Estados Unidos, Indonésia, Paquistão e Nigéria. Entre os países que têm sistemas universais como o Sistema Único de Saúde (SUS), nenhum tem população superior a 100 milhões de habitantes.

 

A verificação partiu de uma publicação feita em rede social que destacava a singularidade do SUS e a necessidade de defesa do sistema. A investigação feita pelo Comprova utilizou estudos sobre o SUS e consultas ao Ministério da Saúde e ao Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido (NHS), além de entrevistas com os docentes e pesquisadores Oswaldo Yoshimi Tanaka (USP), Alcides Miranda (UFRGS) e Ivo Lima, mestre em Saúde Pública pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

 

Dos países reconhecidos por possuírem sistema de saúde público e universal, como Canadá, Dinamarca, Suécia, Espanha, Portugal, Cuba e Reino Unido, o mais populoso é o último, com cerca de 66,4 milhões de pessoas. Uma diferença entre esses sistemas e o SUS é que, no Brasil, apesar de o Estado ser obrigado a dar assistência de saúde gratuita à população, o governo, proporcionalmente, investe menos na área do que outros países. “Temos mais população e financiamento público que chega a um terço de outros países na saúde. Mas, mesmo com essas dificuldades, o SUS tem cumprido uma função de priorizar os mais vulneráveis e os mais expostos a riscos”, ressalta Alcides Miranda.

 

Exceto o Brasil, nenhum dos países com mais de 200 milhões de habitantes no mundo tem um sistema de saúde com atendimento integral para todos os cidadãos. Enquanto o SUS abrange assistência à saúde, vigilância em saúde, fornecimento de medicamentos, desenvolvimento de pesquisas, vacinação gratuita, entre outras várias frentes do sistema, e no país o direito à saúde é para todos, os demais países analisados têm sistemas de saúde mais restritos. Segundo Ivo Lima, mestre em Saúde Pública pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), países em desenvolvimento têm adotado como alternativa a adoção de sistemas baseados em seguros para ampliar a cobertura em vez da criação de um sistema universal. “Há a cobertura por um seguro, mas é básico. Há uma desigualdade relevante, porque pessoas mais pobres estão mais submetidas ao risco de adoecer, mas são as que menos têm acesso ao serviço de saúde”, afirmou.

 

Leia aqui a publicação do Comprova na íntegra.





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