“Só existe SUS na democracia”, afirmam coordenadores de programas de pós-graduação em Saúde Coletiva
Autor: Equipe de Redação
Publicado em: 27 de julho de 2016
Atualizado em: 28 de dezembro de 2021
O Fórum de Coordenadores de Programas de Pós-Graduação em Saúde Coletiva publicou uma nota aberta em defesa do SUS, do Estado Democrático de Direito e da universidade pública. “Nós que dedicamos nossa produção intelectual à formação de pesquisadores, docentes e profissionais de Saúde Coletiva não podemos aceitar o desmonte do Sistema Único de Saúde”, diz o texto.
No documento, os/as coordenadores/as reivindicam a qualificação da universidade pública com a máxima democratização do acesso, a expansão dos programas de residência em saúde e a manutenção do Programa Mais Médicos, além da implementação de políticas de gênero e diversidade sexual na composição do trabalho em saúde, em todas as ações intersetoriais com a saúde e na saúde escolar. “Reivindicamos a obrigação do Estado e sua responsabilidade em reconhecer e assegurar sustentabilidade à produção de saberes científico-tecnológicos no âmbito do ensino e pesquisa nas diversas áreas científicas, sem preconceito ou qualquer cerceamento ideológico”.
Os/as coordenadores/as também se manifestaram contrários a medidas do governo interino de Michel Temer, entre elas a fusão das áreas de Ciência, Tecnologia e Inovação e de Comunicações em um só ministério. “A primeira está embasada em critérios de mérito científico e tecnológico, com iniciativas formatadas e avaliadas por comissões técnicas com a participação da comunidade científica, enquanto a outra envolve concessões de emissoras de rádio e televisão, empresas de correio, governança da internet, fiscalização de telefonia e TV paga, campos de atividade de natureza distinta”, afirma a nota.
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