Risco de hanseníase é 34 vezes maior para crianças do Norte do Brasil, alerta estudo

Autor: Informações do ISC/UFBA
Publicado em: 5 de agosto de 2019
Atualizado em: 7 de janeiro de 2022

Os moradores das regiões Norte e Centro-Oeste do Brasil têm de 5 a 8 vezes mais chances de contrair hanseníase. Para as crianças que vivem no Norte do país, o risco é 34 vezes maior em comparação com aquelas que moram na região Sul. O alerta é de um estudo recém-publicado na The Lancet Global Health, uma das revistas de maior prestígio na área médica do mundo. A pesquisa também foi uma das vencedoras do prêmio de melhor trabalho científico na 55ª edição do Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, o MedTrop, realizado entre os dias 28 e 31 de julho, em Belo Horizonte, Minas Gerais.

 

Com uma base de dados de 100 milhões de brasileiros, a pesquisa é a maior já realizada sobre a doença até agora. O estudo confirmou que pessoas em condições típicas da pobreza estão mais expostas aos riscos de adoecimento. As chances dobram quando há ausência de renda, escolaridade e condições inadequadas de habitação, como a ausência de rede pública de saneamento ou para quem vive em moradias construídas com taipa e madeira. Os riscos de contrair a doença são maiores entre as pessoas com menor renda individual; os homens; e para as crianças de raça/cor preta em relação às crianças brancas.

 

O trabalho é liderado pelo Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde (Cidacs/Fiocruz Bahia) em parceria com pesquisadores do Instituto de Saúde Coletiva (ISC) da Universidade Federal da Bahia (UFBA), da Universidade de Brasília (UnB), Fiocruz Brasília, London School of Hygiene & Tropical Medicine (LSHTM) e Universidade Federal Fluminense (UFF).

 

Para saber mais sobre o estudo, clique aqui e leia reportagem completa no site do ISC/UFBA.





Deixe um comentário







Instituto de Saúde Coletiva • Universidade Federal da Bahia • Rua Basílio da Gama, s/n • Campus Universitário do Canela • 40.110-040 • Salvador-Bahia • +55 71 3283-7441 / 3283-7468

© 2024 Observatório de Análise Política em Saúde. Todos os direitos reservados.