Protestos contra encaminhamento de pedido de impeachment dominam 3ª dia da programação da 15ª CNS

Autor: Equipe de Redação
Publicado em: 4 de dezembro de 2015
Atualizado em: 16 de dezembro de 2021

No terceiro dia da 15ª Conferência Nacional de Saúde (CNS), que acontece em Brasília, de 1º a 4 de dezembro, debates dos grupos de trabalho, atividades culturais e a instalação da plenária final dominaram a programação. Tanto na abertura da plenária quanto durante as atividades culturais, a notícia de que o presidente da Câmara de Deputados, Eduardo Cunha, aceitou o pedido de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff, divulgada ontem, motivou manifestações de “Não vai ter golpe”, “Fora Cunha” e “Dilma fica, Cunha sai”.

Ao longo de toda a quinta-feira, os participantes da Conferência se reuniram em 28 grupos de trabalho (GT), divididos entre os eixos temáticos, para discussão e votação das propostas consolidadas na fase estadual. De acordo com o regulamento, “serão consideradas aprovadas as propostas que obtiverem 70% ou mais de votos favoráveis em pelo menos metade mais um (01) dos Grupos de Trabalho de cada eixo temático. As propostas que obtiverem mais de 50% e menos de 70% de votos favoráveis em pelo menos metade mais um (01) dos Grupos de Trabalho de cada eixo temático serão encaminhadas para apreciação e votação na Plenária Final”.

Na Tenda Paulo Freire, espaço com programação paralela à da Conferência, dança, música e debates podiam ser acompanhados pelo público da conferência e quaisquer interessados. Pela manhã, houve um debate sobre a gestão participativa no Canal Saúde, que a partir de 9 de dezembro passa a ser transmitido em TV aberta em Brasília. A expectativa é que a partir de janeiro a transmissão chegue às cidades do Rio de Janeiro e São Paulo, e em 2019 a programação esteja disponível para todos os municípios brasileiros com mais de 100 mil habitantes. O Canal Saúde é um canal do SUS, coordenado pela Fiocruz, que divulga conteúdo sobre o sistema. À tarde, as apresentações de música e dança foram voltadas para demonstrações de rejeição ao impeachment de Dilma.

O mesmo aconteceu na abertura da Plenária Final, última atividade do dia. Maria do Socorro da Silva, presidenta do Conselho Nacional de Saúde, destacou a importância de defender a democracia no panorama atual e encorajou o público do auditório a declarar rejeição ao aceite do pedido de abertura do processo de impeachment, sendo atendida pela maioria dos delegados, delegadas e convidados presentes (veja aqui). O auditório foi tomado por declarações de “Fora Cunha” e “Fica Dilma”. Apesar da adesão da maioria, alguns grupos questionaram a interrupção do script esperado para a plenária por demonstrações de defesa política.





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