PrEP 15-19: Pesquisa para contribuir com redução de HIV entre jovens recruta voluntários/as
Autor: Redação ISC/UFBA
Publicado em: 9 de julho de 2019
Atualizado em: 7 de janeiro de 2022
“É um remedinho que cê toma todo dia e ele ajuda a prevenir a infecção pelo HIV. Bem praticazinha, bem basiquinha”. É assim, de forma descontraída, que a inteligência artificial Amanda Selfie explica ao internauta do Facebook sobre a Profilaxia Pré-exposição ao HIV, a chamada PrEP. A primeira “robôa” travesti do Brasil, como gosta de se apresentar, é uma estratégia de comunicação utilizada pela equipe do projeto PrEP 15-19, que tem como objetivo a prevenção do vírus HIV entre adolescentes gays, homens que fazem sexo com homens (HSH), travestis e mulheres transexuais, entre 15 e 19 anos, nas cidades de Salvador, Belo Horizonte e São Paulo.
Na capital baiana, o projeto ganhou o nome de PrEPara Salvador e funciona no Casarão da Diversidade, localizado no Pelourinho, Centro Histórico da cidade. O estudo é financiado pela agência Unitaid, organização internacional que investe em inovações para prevenir, diagnosticar e tratar HIV/aids, além de outras ações de saúde. É o primeiro estudo da América Latina que busca demonstrar a efetividade da PrEP entre adolescentes e jovens.
Desde 2018, a profilaxia está disponível gratuitamente pelo SUS para maiores de 18 anos. “Já sabemos que a PrEP é efetiva para adultos. A proteção deles para o HIV, segundo pesquisas, chega a 98% se usada de forma adequada, ou seja, se houver adesão à tomada diária do comprimido”, destaca Inês Dourado, professora do Instituto de Saúde Coletiva da UFBA, que lidera o projeto em Salvador, além de ser representante das três cidades perante a agência financiadora Unitaid e a Organização Mundial da Saúde (OMS). O estudo também é coordenado na cidade pelos professores Laio Magno, da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), Luís Augusto da Silva, do Instituto de Humanidades, Artes e Ciências Professor Milton Santos (IHAC/UFBA), e Marcelo Castellanos, também do ISC/UFBA.
Clique aqui para ler reportagem completa no site do ISC/UFBA.
Leia também entrevista da pesquisadora Inês Dourado para o OAPS.
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