Observatório de Análise Política em Saúde: um ano de lançamento

Autor: Equipe de Redação
Publicado em: 29 de julho de 2016
Atualizado em: 6 de janeiro de 2022

O Observatório de Análise Política em Saúde (OAPS) comemora um ano de lançamento oficial no dia 30 de julho de 2016. Nesse período, políticas de saúde específicas foram monitoradas e avaliadas pelos onze eixos de pesquisa que compõem o OAPS e fatos da conjuntura político-social foram tema de notícias, reportagens, textos analíticos, além de um documento de posição produzido por pesquisadores da área de Saúde Coletiva. Para marcar o primeiro ano do OAPS, foi lançado o Glossário Análise Política em Saúde. Ao longo do segundo semestre de 2016, outros lançamentos e atividades estão previstos.

Para Isabela Cardoso, diretora do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia (ISC/UFBA), unidade que atendeu à chamada do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), o desafio de desenvolver o OAPS trouxe benefícios importantes para o Instituto. “Ganhamos por ter aceitado o desafio de pensar o Observatório e tecer essa rede de pesquisadores de forma a envolvê-los, inclusive, nas decisões do OAPS. Nós temos um Conselho Consultivo ampliado, que tem na sua composição pesquisadores de diferentes unidades e instituições de ensino. Eu acho que esse foi um salto que o projeto dá e, enquanto ISC/UFBA, ter abraçado essa iniciativa aqui foi muito importante”.

Para a diretora, que coordena os eixos “Trabalho & Educação na Saúde” e “Modelos de Gestão Hospitalar no SUS” e integra o Conselho Gestor do projeto Análise Política em Saúde, o Observatório contribui não só para a formação de alunos e pesquisadores, mas também para o desenvolvimento de grandes pesquisas. “O fortalecimento e apoio que essa rede proporciona, ou seja, partilhar bancos de dados, dividir esforços, permite fazer pesquisas de uma abrangência muito maior do que se cada núcleo ou instituto permanecer centrado no seu estado ou rol de pesquisas”. “Na medida que podemos partilhar uma pesquisa grande, temos o ganho do resultado pela abrangência e o ganho da economia de recursos uma vez que o dividimos entre todos que estão envolvidos dentro do Observatório”.

 

Glossário de Análise Política em Saúde
Para marcar o primeiro do OAPS desde o seu lançamento oficial no 11º Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva, o Glossário Análise Política em Saúde foi lançado, está disponível para leitura e aberto para o envio de contribuições. “O Glossário reúne um conjunto de definições e conceitos de termos e referenciais que temos utilizado nos nossos eixos de pesquisa e que podem subsidiar pesquisadores, profissionais e gestores. Está muito acessível e a abertura para consulta possibilita que pesquisadores e profissionais do Brasil inteiro contribuam com o trabalho”, explica Isabela Cardoso. Os interessados podem indicar acréscimo de algum termo ou definição. “As pessoas também podem enviar novos termos. Quem quiser enviar já com uma definição pode entrar para a lista de colaboradores do glossário”. O documento, que será transformado em e-book, está aberto para o envio de sugestões (leia mais detalhes).

 

Perspectivas institucionais
A garantia da sustentabilidade do Observatório tem motivado discussões de seu Conselho Gestor. “No momento em que o Observatório está ancorado aqui no Instituto, como gestora, tenho feito todos os movimentos, inclusive dentro da UFBA, para apoiar o OAPS. Claro que há um custo de pessoas e material, um investimento, precisamos pensar para a frente e construir a viabilidade de permanência do Observatório. Mas, é um projeto reconhecido e legítimo, e as pessoas identificam a importância do OAPS para analisar as questões de Saúde Coletiva desse país, pensar novas questões e acompanhar a conjuntura”, afirma Isabela Cardoso, que integra o Conselho Gestor do OAPS.

“Nós temos o exemplo de quanto vivo está sendo esse Observatório na conjuntura atual. Uma crise política enorme, um futuro incerto, e o trabalho do OAPS possibilita que todas as pessoas que o acessam possam analisar criticamente essa conjuntura e, principalmente, conhecer as consequências se nós não lutarmos para manter e consolidar tudo que construímos ao longo desses quase 30 anos com a nossa Constituição, com o SUS. Demoramos muito para construir, mas o que estamos vendo é que para destruir tudo isso pode ser muito rápido. Nossa mensagem é a que está no site do OAPS: Nenhum direito a menos!”.   





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