Observatório de Análise Política em Saúde e Centro de Documentação Virtual são lançados no Abrascão 2015
Autor: Equipe de Redação
Publicado em: 31 de julho de 2015
Atualizado em: 6 de janeiro de 2022
Conselho Consultivo do OAPS foi empossado durante o lançamento
Dois produtos de um grande projeto que se propõe a analisar políticas de saúde no Brasil estão disponíveis para a sociedade. O Observatório de Análise Política em Saúde (OAPS) e o Centro de Documentação Virtual (CDV) foram lançados oficialmente no 11º Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva nesta quinta (30), na Universidade Federal de Goiás. Com a coordenação geral de Jairnilson Paim, o OAPS e o CDV visam disponibilizar análises e um acervo documental sobre políticas de saúde. O Conselho Consultivo do OAPS foi empossado durante o evento.
Paim abriu o lançamento destacando a forma como o Observatório é organizado. “Eu quero reiterar a ideia de construção de uma rede. O Observatório é uma ferramenta de análise que todos nós devemos utilizar”, afirmou. O pesquisador explicou que o Observatório funciona como um canal de divulgação dos produtos das pesquisas em andamento e um espaço para a manifestação de opiniões e análises de conjuntura. “Esse Observatório não é para observar as estrelas, mas observar criticamente nossa realidade, interagir e, se possível, tentar influir nas políticas de saúde”, destacou. O projeto Análise de Políticas de Saúde no Brasil, que tem o OAPS e o CDV como produtos, está disponível para download no site do Observatório.
O processo de desenvolvimento do OAPS e do CDV e o conteúdo que cada um deles vai disponibilizar foram apresentados pela coordenadora executiva do Observatório, Maria Guadalupe Medina. A docente do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia (ISC/UFBA) apresentou os eixos temáticos analisados pelos pesquisadores do OAPS, as produções científicas e técnicas e a linha do tempo atrelada a eles, e a matriz de acompanhamento, que permite a pesquisa por eixo e por tópico de análise específicos. No CDV, o usuário pode acessar documentos, fotos e vídeos por categorias nas diferentes “alas” de pesquisa, além de produções que abordam o processo da reforma sanitária nos últimos 40 anos, um “subsolo” que dá base aos dois produtos.
Ao final do lançamento, o Conselho Consultivo do OAPS, órgão que reúne representantes dos grupos de pesquisa das distintas instituições de ensino superior vinculados ao projeto, foi empossado. Tânia França, pesquisadora do Instituto de Medicina Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), que também integra o Conselho, destacou o caráter integrador da iniciativa. “Para nós que somos um centro de pesquisa, para os alunos, servidores e gestores é importantíssimo. Divulga e integra o que a gente faz. Eu acho que vai dar visibilidade e permitir um intercâmbio de conhecimento. A integração desses centros de pesquisa é um desafio e eu fico feliz de ver que tem pessoas que topam. Parabéns para a UFBA e para o ISC!”, declarou.
Para Elias Rassi, presidente do 11º Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva e membro do Conselho, “um dos aspectos fundamentais do desenvolvimento e consolidação do SUS é a legitimidade dele frente à sociedade. Essa legitimidade se agrega a uma maior ou menor aceitação do sistema, à nossa própria cultura e compreensão do que é saúde e doença. Esse acompanhamento (do Observatório) e a divulgação dele representam uma relação muito próxima e muito íntima com a legitimação dos serviços”.
Veja as fotos do lançamento na página Análise Política em Saúde!
Confira mais alguns depoimentos sobre o lançamento:
Elda Bussinguer, pesquisadora da Faculdade de Direito de Vitória (FDV), integrante do Conselho Consultivo:
“Esse edital do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) do qual participamos foi uma oportunidade que já estávamos aguardando há muito tempo. Foi uma luta política no sentido de abrir um espaço que pudesse contemplar a área de políticas de saúde. Esse edital foi essa oportunidade e certamente ela foi bem aproveitada. Eu acho que o projeto construído sob a coordenação do professor Jairnilson Paim teve a sensibilidade e a visão de perceber quais eram as necessidades de um trabalho para esse tempo histórico que estamos vivendo. Me parece que o Observatório atende essa necessidade pela informação que transita, que é facilmente acessível e é concentrada. As informações não podem estar pulverizadas, não podem estar dispersas. É um projeto em construção, não é amarrado e é um privilégio participar desse Conselho Consultivo”.
Katia Rejane de Medeiros, pesquisadora do Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães da Fiocruz/PE:
“Eu acho que o Observatório tem uma potência muito grande e ela é tanto maior quanto for a capacidade das nossas instituições criarem dispositivos para que ele possa efetivamente se tornar uma rede e não ter um caráter endógeno. O propósito de envolver várias instituições integrando um comitê e outros dispositivos de governança faz com que o Observatório tenha um caráter mais vivo, dinâmico e interativo com as organizações. É importante a disposição dos atores de trabalhar em rede e eu sinto esse desejo coletivo. As expectativas se renovaram depois do lançamento”.
Luiza Heimann, pesquisadora do Instituto de Saúde da Secretaria de Saúde de São Paulo e integrante do Conselho Consultivo:
“Eu achei que o Observatório está muito bom do ponto de vista da estética e da grande possibilidade que ele tem como instrumento para discussão, formação, trabalho com alunos e sociabilização do conhecimento. Nosso desafio é ampliar os conteúdos para termos abrangência nacional e plural, como está dentro da própria proposta do Observatório”.
Naomar de Almeida Filho, pesquisador do Instituto de Saúde Coletiva da UFBA e reitor da Universidade Federal do Sul da Bahia:
“Esse projeto compõe uma necessária rede de avaliação de políticas públicas. O Brasil tem muitas postulações que são lançadas, iniciadas e não acompanhadas e muito menos tornadas em conhecimento produzido. O conceito de Observatório tem uma raiz muito antiga, uma referência da astronomia, e é importante a gente ter lugares onde os processos sociais, especificamente políticas de governo e de Estado, estejam sempre em público. Então, essa metáfora do observatório é muito útil nesse aspecto. O outro ponto também importante é que esse é um observatório que analisa, não apenas descreve ou registra. Como a produção de serviços de saúde está cada vez mais intensa, esse espaço de acompanhamento, produção e difusão de conhecimento é importante. Esse projeto chegou em uma ótima hora”.
Tânia Celeste, coordenadora da Secretaria Executiva da Rede de Escolas e Centros Formadores em Saúde Pública na Escola Nacional de Saúde Pública da Fundação Oswaldo Cruz:
“Participei da construção desse Observatório, desde a primeira reunião. Desde então me engajei na finalidade e nos objetivos que ele tem pelo grau de potência que ele agrega na produção científica da saúde coletiva do Brasil e porque ele vai apoiar docentes, pesquisadores e estudantes em todo território nacional, dando acesso mais fácil e organizado aos dados que seguramente os pesquisadores e alunos e a sociedade em geral e a comunidade poderão utilizar em seus trabalhos, reflexões e até nas tomadas de decisão em gestões do nosso sistema de saúde”.
Confira os membros do Conselho Consultivo empossados:
Celia Regina Pierantoni – Instituto de Medicina Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj)
Elda Bussinguer – Faculdade de Direito de Vitória (FDV)
Elias Rassi – Universidade Federal de Goiás (UFG)
Estela Campos – Núcleo de Assessoria, Treinamentos e Estudos em Saúde – Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
Girlene Alves da Silva – Núcleo de Assessoria, Treinamentos e Estudos em Saúde – Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
José Carvalho de Noronha – Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz)
José Carvalheiro – Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz)
Júlio França – Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz)
Katia Rejane de Medeiros – Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz)
Ligia Bahia – Núcleo de Estudos de Saúde Coletiva da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
Lúcia Conde – Universidade Estadual do Ceará
Luiza Heimann – Instituto de Saúde da Secretaria de Saúde de São Paulo
Paulo Frazão – Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP)
Rita de Cássia Lima – Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes)
Soraya Almeida Belisário – Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)
Tânia França – Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)
Tânia Nunes – Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP) da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz)
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