ObservaCovid: Especialistas discutem situação da pandemia de Covid-19 e vacinação no Brasil e no mundo
Autor: Inês Costal e Patrícia Conceição
Publicado em: 23 de agosto de 2021
Atualizado em: 3 de janeiro de 2022
Em sua 10ª edição, o boletim do ObservaCovid discute o cenário da pandemia de Covid-19 no Brasil e no mundo e o panorama da vacinação no país. Com entrevistas com o sanitarista Jarbas Barbosa, atual vice-diretor da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS/OMS), e com a epidemiologista Carla Domingues, a publicação traz elementos para uma análise da atual situação a partir dos contextos nacional e internacional. Em agosto, a pandemia ultrapassou mais de 200 milhões de casos no mundo. No Brasil, são mais de 20 milhões de casos e mais de 570 mil mortes por Covid.
No boletim, Jarbas Barbosa faz um balanço das ações desenvolvidas e a situação dos casos de Covid-19 no mundo e avalia o panorama da América Latina e do Brasil. Para o médico sanitarista, o desenvolvimento de mais vacinas, esclarecimentos sobre o tempo de proteção das vacinas e a necessidade de novas doses no futuro, pesquisas voltadas para medicamentos e o monitoramento das novas variantes são alguns dos desafios e das respostas que a ciência ainda precisa dar sobre a pandemia.
Carla Domingues examina os dados sobre a vacinação de grupos prioritários no Brasil e chama a atenção que, com exceção da população acima de 60 anos e dos profissionais de saúde, a maioria dos grupos prioritários ainda não atingiu elevadas coberturas vacinais. A epidemiologista destaca que as populações consideradas vulneráveis – indígenas, quilombolas, população ribeirinha e de rua – têm baixa cobertura vacinal e demandam uma avaliação especial. O percentual de cobertura vacinal é baixo também entre pessoas com comorbidades e população privada de liberdade e funcionários que atuam nestas instituições, um dado “preocupante”.
Para Domingues, que coordenou o Programa Nacional de Imunizações (PNI) entre 2011 e 2019, a organização da campanha por atividade profissional possivelmente dificultou a adesão da população, “seja porque não há estimativas adequadas para a definição da população alvo a ser vacinada, consequentemente a realização da distribuição de vacinas para cada município, seja porque muitas vezes o processo de vacinação acabou se tornando complexo no processo de cadastramento e identificação das pessoas nos seus respectivos grupos prioritários”.
Clique aqui para acessar o boletim no site do projeto.
*O projeto ObservaCovid conta com apoio do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), Ministério da Saúde (MS), Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e Departamento de Ciência e Tecnologia da Secretaria de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos em Saúde (Decit/SCTIE).
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