ObservaCovid: Atenção Primária à Saúde na pandemia de Covid-19
Autor: Inês Costal e Patrícia Conceição
Publicado em: 18 de março de 2021
Atualizado em: 6 de janeiro de 2022
Como seguir em frente com a Atenção Primária à Saúde (APS) no contexto da pandemia de Covid-19? A 5ª edição do boletim ObservaCovid mostra que a APS com forte base comunitária e territorial, proposta na Estratégia Saúde da Família, pode fazer a diferença no enfrentamento da pandemia. Na publicação, os autores destacam um modelo de reorganização da APS pensado para apoiar a gestão da atenção primária na pandemia de Covid-19 e apontam as principais ações recomendadas aos gestores e gestoras do Sistema Único de Saúde (SUS).
Segundo a publicação, diversas medidas do governo federal representaram retrocessos dos avanços alcançados na APS nas últimas décadas, um cenário que compromete “o enfrentamento efetivo da pandemia e a necessária articulação dos níveis de atenção e da vigilância em saúde do SUS, comprometendo, em especial, a capacidade de resposta da APS”. E é essencial o papel do governo federal na coordenação das ações, ao lado dos estados e municípios, de acordo com a legislação do SUS. “Os desafios para garantir a atenção aos pacientes de Covid-19 e todo o elenco de ações e problemas de saúde na APS que não podem ser descontinuados são enormes, devendo ser prioridade governamental, com o devido aporte orçamentário da União”, afirma a equipe de pesquisadores.
O modelo apresentado no boletim é composto por quatro eixos temáticos – vigilância em saúde nos territórios; atenção aos usuários com Covid-19; suporte social a grupos vulneráveis; e continuidade das ações próprias da APS –, além de um eixo transversal. Nele, são apontadas ações de fortalecimento do modelo de APS de base territorial e comunitária que sustenta o desenvolvimento de todas as ações propostas.
Clique aqui e confira a 5ª edição do boletim ObservaCovid no site da pesquisa.
*O projeto ObservaCovid conta com apoio do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), Ministério da Saúde (MS), Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e Departamento de Ciência e Tecnologia da Secretaria de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos em Saúde (Decit/SCTIE).
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