ObservaCovid: 3º boletim traz dados sobre casos de Covid-19 em unidade de referência
Autor: Inês Costal e Patrícia Conceição
Publicado em: 17 de dezembro de 2020
Atualizado em: 7 de janeiro de 2022
A 3ª edição do boletim ObservaCovid apresenta pesquisa que avaliará a gestão de cuidados a pacientes com suspeita de Covid-19 atendidos no Instituto Couto Maia, em Salvador. O instituto é unidade de referência para casos suspeitos da doença na capital baiana. A investigação integra o projeto “Análise de Modelos e Estratégias de Vigilância em Saúde da Pandemia da Covid-19 (2020-2022)” – o ObservaCovid, que visa analisar modelos, estratégias e ações de vigilância em saúde em diferentes níveis de atenção.
O estudo tem como objetivos avaliar a evolução clínica dos pacientes internados com Covid-19 e outras síndromes respiratórias agudas graves (SRAG); analisar associações entre características sociodemográficas dos pacientes – como idade, sexo, raça/cor, ocupação, entre outras –, a presença de comorbidades e ocorrência de altas ou óbitos; e estimar a duração da imunidade natural contra a Covid. Também, avaliar quais as necessidades de serviços hospitalares em futuras ondas epidêmicas de Covid-19 e outras SRAG.
Os resultados preliminares da pesquisa apontam que os maiores de 50 anos são maioria entre as pessoas internadas no ICOM com suspeita ou confirmação de Covid-19. Do início da pandemia até o dia 19 de junho, os homens responderam por 55,8% e as mulheres por 44,2% das internações. Os pacientes de cor parda representam 63,3%.
Nos casos que envolvem internação em UTI, os homens têm tempo médio de permanência maior do que as mulheres, diferença não percebida na enfermaria. O tempo de internação é maior entre os idosos – acima de 70 anos, no caso da UTI, e acima de 60 anos, no caso da enfermaria.
Clique aqui para acessar a 3ª edição do boletim do ObservaCovid.
Confira também as outras edições do boletim.
*O projeto ObservaCovid conta com apoio do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), Ministério da Saúde (MS), Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e Departamento de Ciência e Tecnologia da Secretaria de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos em Saúde (Decit/SCTIE).
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