O SUS para além de hospitais cheios: como o sistema de saúde está presente em sua vida

Autor: Equipe de Redação
Publicado em: 11 de agosto de 2016
Atualizado em: 6 de janeiro de 2022

Com o tema “o SUS pode salvar a sua vida, mas o próprio sistema tem sintoma de estar doente”, um projeto especial publicado pelo portal Uol mostra como o Sistema Único de Saúde (SUS) está presente no dia a dia da população brasileira, viabilizando o acesso a transplantes de órgãos, medicamentos, ambulâncias, atendimento pré-natal e partos, hemodiálise, quimioterapia e radioterapia, internações, atendimento ambulatorial, exames diagnósticos, fisioterapia, atendimento psicológico, acupuntura, bancos de sangue, entre outros. O SUS é responsável, por exemplo, por 95% dos transplantes de órgãos realizados no Brasil e por 400 milhões de vacinas aplicadas anualmente.

“O sistema universal e gratuito de saúde inclui mais do que os hospitais públicos cheios. Se você nasceu ou viveu no Brasil desde a década de 1990, é quase certo que já tenha usado alguns dos serviços custeados pela rede pública –mesmo se tiver planos de saúde. Campanhas de prevenção, como as da Aids ou do mosquito Aedes aegypti, vacinas, o Samu e até a vigilância sanitária são pagos com dinheiro público”, explica a página, que apresenta relatos de experiências de usuários/as do sistema, o surgimento do SUS em vídeo, os impactos da judicialização e exemplos de sistemas de saúde de lugares como Reino Unido, Estados Unidos e Chile.

As fragilidades do Sistema Único de Saúde – que vem sofrendo ataques como a PEC 241/2016, que institui por 20 anos o chamado Novo Regime Fiscal e limita despesas com saúde e educação, e a portaria 1.482/2016, que institui um GT para criação do Plano de Saúde Acessível – também são apontadas. Para os pesquisadores entrevistados, as desigualdades do sistema têm como principais causas o subfinanciamento histórico da rede pública e os problemas de gestão. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2012 o Brasil gastou US$512 em saúde por habitante, atrás por exemplo de Estados Unidos (US$4.153), Canadá (US$4.037), França (US$3.592), Reino Unido (US$3.019), Espanha (US$1.883), Argentina (US$689) e Chile (US$528).

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