Número especial da revista Saúde em Debate aborda diferentes perspectivas do processo político em saúde

Autor: Equipe de Redação
Publicado em: 19 de novembro de 2018
Atualizado em: 4 de janeiro de 2022

A luta pelo direito à saúde no Brasil e em outros países, o processo de formulação e implementação de políticas temáticas e o posicionamento político de diferentes sujeitos sobre os projetos em disputa na saúde são algumas das questões abordadas na publicação “Análise política em saúde II”, segundo número especial da revista Saúde em Debate com produções do Observatório de Análise Política em Saúde (OAPS). Lançada no último mês de outubro, a produção é resultado da parceria do Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (Cebes) com o OAPS. Reúne um artigo de opinião, 21 artigos originais, um ensaio e quatro artigos de revisão.

 

A revista traz textos sobre temas como crise econômica, “golpe do capital” e política de saúde no Brasil; gasto público e privado com saúde; tecnologias no SUS; ações judiciais contra a Vigilância Sanitária; Política Nacional de Saúde Bucal; Programa Farmácia Popular; gestão indireta da atenção hospitalar; PET-Saúde/GraduaSUS; satisfação do usuário nos serviços de saúde; saúde nas eleições estadudinenses de 2016; atenção pré-natal no Brasil; visitas domiciliares e Agentes Comunitários de Saúde; Programa de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica (PMAQ-AB); Programa de Valorização do Profissional da Atenção básica na Bahia, entre outros. Também artigos sobre abordagens teórico-metodológicas na análise política em saúde; produção científica sobre análise de conjuntura; estado da arte de observatórios de saúde e a saúde no campo e o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra.

 

O editorial de Carmen Fontes Teixeira, Ana Luiza Queiroz Vilasbôas e Jairnilson Paim destaca que a identificação e a análise de diversos de posicionamentos políticos em saúde contempladas em diversos trabalhos publicados na revista aponta para o fortalecimento da hegemonia do projeto mercantilista – saúde como mercadoria, não direito de cidadania, e um SUS ‘para pobres’ – “defendido pelo conjunto de forças políticas interessadas na redução do gasto público, em defesa do mercado, privatização da gestão do SUS e fortalecimento do modelo médico-assistencial hospitalocêntrico, bem como desvalorização da participação e controle social do SUS por meio dos Conselhos e Conferências de saúde”.

 

Acesse aqui a publicação em pdf

 

Confira também “Análise política em saúde”, primeiro número especial da Saúde em Debate publicado em setembro de 2017.





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