Núcleo Bahia do Cebes convoca população e candidatos às eleições para discutir situação da saúde em Salvador

Autor: Equipe de Redação
Publicado em: 17 de setembro de 2016
Atualizado em: 15 de dezembro de 2021

Em carta aberta, o núcleo baiano do Cebes – Centro Brasileiro de Estudos de Saúde alerta para a repercussão da grande desigualdade social nas condições de vida e saúde da população de Salvador e a falta de comprometimento dos prefeitos que governaram a cidade com o Sistema Único de Saúde (SUS) – “o município ocupou a última posição em gastos com a saúde no Nordeste e a 24ª posição no Brasil no ano de 2015”. O documento apresenta propostas voltadas para a efetivação do SUS na cidade e convoca a população à discussão.

 

Em comparação com outras capitais, Salvador tem a menor cobertura (29,3%) do Programa de Saúde da Família (PSF); a cobertura do Programa de Agentes Comunitários de Saúde (PACS) é apenas 31%. O documento destaca “a situação vergonhosa” da capital, que inclui altos índices de doenças crônicas, relacionadas à obesidade, inatividade física, estresse, tabagismo, entre outros; aumento da violência, inclusive doméstica, com crescimento dos índices de acidentes de trânsito, trabalho, homicídios e suicídios; e problemas no controle de doenças infecciosas, como dengue e zika; e reforça a necessidade que candidatos em campanha e em possíveis mandatos posteriores discutam e se comprometam com o encaminhamento das propostas.

 

Diante da conjuntura desfavorável à consolidação do direito universal à saúde no país, a carta ressalta a importância da escolha dos dirigentes e representantes, principalmente do próximo prefeito/a que governará o município “em um período marcado pela adoção de políticas neo-liberais que tendem a desconstruir os avanços conquistados pelo processo de Reforma Sanitária Brasileira, especialmente o SUS constitucional”.

 

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