“Não podemos permitir que a vacinação se transforme em uma guerra”, diz Lula
Autor: Inês Costal e Patrícia Conceição
Publicado em: 12 de novembro de 2020
Atualizado em: 7 de janeiro de 2022
“É urgente e inadiável uma ampla mobilização nacional de cientistas, médicos e demais profissionais de saúde. De governadores, prefeitos, agentes da vigilância sanitária, pesquisadores e técnicos da Fundação Oswaldo Cruz e do Instituto Butantan. Do Congresso Nacional, da imprensa e da sociedade como um todo. Não podemos permitir que a vacinação se transforme em uma guerra, como deseja Bolsonaro. Uma guerra contra o povo brasileiro, que será sem dúvida a sua principal vítima”.
O apelo por uma mobilização nacional pelo direito à vacinação contra a Covid-19 foi feito pelo ex-presidente da República (2003-2010), Luiz Inácio Lula da Silva, em documento intitulado “Carta à ciência e ao povo brasileiro”, divulgado nesta quarta-feira (11).
Na carta, o ex-presidente defende a ciência e a produção de conhecimento científico por instituições e pesquisadores/as brasileiros/as; destaca as experiências bem-sucedidas do Programa Nacional de Imunização, que desde o ano passado sofre duros golpes; e critica o uso político da imunização contra a Covid-19: “A vacina é uma grande descoberta da ciência, é um bem público, e é obrigação dos governos torná-la disponível para toda a população”.
Lula também se mostrou indignado com a conduta do presidente Jair Bolsonaro frente à pandemia e, especialmente, com as reações diante das notícias sobre a paralisação dos testes com a CoronaVac, após a morte de um voluntário por causa não relacionada à vacina:
“A comemoração de Bolsonaro é uma demonstração clara da sua decisão política: negar ao nosso povo o único instrumento capaz, juntamente com o isolamento social, de frear uma pandemia que já matou mais de 160 mil brasileiros e infectou mais de 5 milhões […] Bolsonaro faz pouco caso das boas práticas sanitárias e despreza a ciência, a tecnologia e a educação”.
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