Mudança no financiamento da Atenção Primária é “destruição camuflada do SUS”, afirma Boulos
Autor: Equipe de Redação
Publicado em: 17 de dezembro de 2019
Atualizado em: 7 de janeiro de 2022
O Previne Brasil, programa que altera o modelo de financiamento da Atenção Primária à Saúde (APS) no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), é tema de críticas do coordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos. Em vídeo, que conta com a participação de Gastão Wagner (Unicamp), o líder popular destaca consequências da medida, como a perda de recursos prevista para os municípios. Segundo Boulos, a redução de investimentos em saúde pública feita sem alarde tem por objetivo a destruição “camuflada” do SUS.
Para Boulos, além de fazer “ajuste fiscal às custas do povo brasileiro”, o Previne Brasil tenta concentrar a necessidade do SUS em parcela da população, as pessoas cadastradas, o que rompe com o conceito de universalidade do sistema. O resultado seria a adoção do modelo de cobertura universal, adotado em outros países, cuja oferta de um tipo de seguro leva à redução do papel do Estado e transforma o sistema em uma rede particular de clínicas e laboratórios.
Assista aqui ao vídeo:
Leia também análise de Boulos publicada no portal da revista Carta Capital.
Previne Brasil
Lançado como iniciativa de valorização da APS e solução para 50 milhões de brasileiras/as que teriam sido esquecidos pelo sistema de saúde e gestões anteriores, o programa estabelece novo modelo de financiamento de custeio da área, com mudanças no cadastramento de pessoas, monitoramento de indicadores de saúde, cálculo para repasse aos municípios e orçamento. Entidades da área da saúde reivindicam a revogação da Portaria nº 2.979/19, publicada em novembro.
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