Movimentos divulgam cartas a Dilma Rousseff e a Michel Temer

Autor: Equipe de Redação
Publicado em: 2 de setembro de 2016
Atualizado em: 4 de janeiro de 2022

A Frente Brasil Popular (FPB) e o “Médicos pela Democracia” divulgaram cartas abertas dirigidas, respectivamente, a Dilma Rousseff e a Michel Temer. Em carta para Dilma, presidenta que perdeu o mandato após processo de impeachment decidido em votação no Senado no dia 31 de agosto, a FPB afirma que o impeachment representa “o mais grave retrocesso político desde o golpe militar de 1964”. Para Michel Temer, que assumiu como presidente interino em maio de 2016 e, após o impeachment, tomou posse definitiva, o movimento Médicos pela Democracia destaca a manutenção da luta em defesa do Sistema Único de Saúde (SUS).

Na carta, a FBP afirma que a ruptura da ordem democrática causada pela impeachment “materializa os propósitos antipatrióticos e antipopulares das elites econômicas” e tem como objetivo “reduzir investimentos em saúde, educação e moradia, eliminar direitos trabalhistas, acabar com a vinculação da aposentadoria básica ao salário mínimo, enterrar a reforma agrária e esvaziar programas sociais”. A Frente, que reúne 68 entidades, entre elas o Cebes – Centro Brasileiro de Estudos de Saúde, convoca manifestações e afirma que a luta contra o governo Michel Temer e seu “programa para retirada de conquistas” será implacável. “Buscaremos a unidade e a mobilização das mais amplas forças populares, combatendo sem cessar, até derrotarmos a coalizão antidemocrática que rompeu com o Estado de Direito”. Leia a carta na íntegra

No texto dirigido a Temer, o Médicos pela Democracia afirma que o governo do atual presidente tem interesse em destruir o SUS, “tanto que escalou um ministro com a missão de favorecer os planos privados de saúde e reduzir os investimentos públicos”. O movimento pede eleições para Presidente da República e destaca o papel de oposição que exercerá pela frente. “O SUS ainda não assegura o direito constitucional à saúde e por isso seria necessário ampliar as receitas e gastar de forma mais eficiente. Seu governo, entretanto, interessado em eliminar as conquistas sociais, decidiu cortar receitas e direitos […] a decisão de reduzir e congelar despesas do SUS significa golpear fortemente a saúde e a vida da nossa população. Repetimos: não pode haver trégua entre nós!”. Leia o texto completo 

O Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc) também divulgou nota pública sobre o impeachment, leia aqui.  





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