Manifesto apresenta tarefas e diretrizes para união de forças progressistas

Autor: Equipe de Redação
Publicado em: 11 de abril de 2018
Atualizado em: 2 de janeiro de 2022

Manifesto de fundações ligadas a partidos de esquerda elenca diretrizes e tarefas “imediatas” necessárias para um novo projeto nacional de desenvolvimento. O documento assinado pelos presidentes de fundações vinculadas ao PCdoB, PDT, PSOL e PT – fundações Lauro Campos, Leonel Brizola-Alberto Pasqualini, Mauricio Grabois e Perseu Abramo – tem a proposta de ser uma base programática convergente das forças populares e progressistas de forma a constituir uma “nova maioria política e social capaz de retirar o país da crise e encaminhá-lo a um novo ciclo político de democracia, de soberania nacional e de prosperidade econômica e progresso social”.

 

Os fundamentos para o novo projeto de desenvolvimento para o país assinalados no documento visam facilitar o diálogo para a união de forças políticas, sociais, econômicas e culturais, sem relação com alianças eleitorais, que se oponham ao cenário de fortalecimento do neoliberalismo e da política de austeridade “que corta direitos, liquida com o Estado de Bem-Estar Social, mutila a democracia e assegura os ganhos parasitários e astronômicos ao rentismo”. A proposta se apresenta como ponto de partida para a elaboração e avanço do projeto.

 

Entre as tarefas imediatas apontadas no projeto estão a restauração da democracia, do Estado Democrático de Direito e do equilíbrio entre os Poderes da República; a garantia da realização das eleições de 2018, com respeito à soberania popular; não à proposta “casuística” de parlamentarismo e semipresidencialismo; defesa da soberania nacional e do patrimônio do Brasil contra privatizações e concessões criminosas, em especial nos casos da Petrobras e do pré-sal; retomada do crescimento econômico a partir da elevação de investimentos, estímulo à produção e à geração de empregos; manutenção de direitos, valorização do trabalho, distribuição de renda, redução das desigualdades sociais e regionais; combate à corrupção com instrumentos do Estado Democrático de Direito e implementação de reformas estruturais democráticas.

 

As diretrizes apresentadas no manifesto sinalizam como questões também a proteção do meio ambiente, defesa da biodiversidade e do patrimônio genético do país; fortalecimento da Educação como um setor estratégico do desenvolvimento; resgate, criação e fortalecimento das políticas sociais universais voltadas para o trabalho digno, seguridade social, educação e cultura; fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS); emancipação das mulheres; luta contra o racismo, violências e discriminações e por políticas de promoção da igualdade social para os negros e de proteção e garantia dos direitos das etnias indígenas, população LGBT, crianças, adolescentes, jovens e idosos e pessoas com deficiência.

 

Leia o manifesto na íntegra





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