Fortalecimento da Vigilância Epidemiológica no país é urgente para conter Covid-19, afirmam pesquisadores

Autor: Inês Costal e Patrícia Conceição
Publicado em: 30 de agosto de 2021
Atualizado em: 7 de janeiro de 2022

Um grupo de pesquisadores brasileiros faz recomendações para o fortalecimento da Vigilância Epidemiológica para a Covid-19 e aponta a necessidade urgente de ações para redução da força de transmissão do vírus SARS-CoV-2 no Brasil. Em preprint (versão prévia de artigo científico), epidemiologistas destacam que as medidas propostas são essenciais tanto para a redução dos casos de Covid como para conter o surgimento ou introdução de novas variantes, que podem ser mais patogênicas ou mais transmissíveis, caso da variante Delta, que já circula de forma ativa no país.

 

Para autores do artigo, a pandemia expôs fragilidades do Sistema de Vigilância Epidemiológica do Sistema Único de Saúde (SUS) e é importante expandir estratégias tradicionais de vigilância epidemiológica no nível local, considerando características como as condições sociais e econômicas e de cobertura de saúde da família de cada um.

 

As diretrizes incluem monitoramento contínuo e rastreamento para identificação de casos em sua fase inicial, com teste de antígeno em indivíduos sintomáticos, e de indivíduos que tiveram contato próximo com um caso, com realização de teste rápido de antígeno em sintomáticos ou assintomáticos; isolamento de casos positivos e quarentena e monitoramento para casos negativos; garantia de apoio social para casos e contatos que tenham dificuldades em cumprir isolamento ou quarentena; adoção de medidas de contenção coletiva quando houver evidências de aumento da transmissão em uma área; compartilhamento imediato dos resultados dos testes laboratoriais de Covid-19 realizados em laboratórios públicos e privados para nortear as ações; aumento da vigilância epidemiológica nos locais de trabalho e nas escolas, com envolvimento dos trabalhadores de saúde, equipe de assistência social, alunos e suas famílias; busca ativa de pessoas não vacinadas e daquelas que ainda não tomaram a segunda dose; e implementação de esforços de educação e comunicação em saúde.

 

Clique aqui e leia o preprint na íntegra.





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