Extermínio do direito à saúde, por Ana Costa

Autor: Equipe de Redação
Publicado em: 21 de dezembro de 2016
Atualizado em: 5 de janeiro de 2022

“Certamente um SUS cada vez mais distante do projeto constitucional”. Para Ana Costa (ESCS/DF), coordenadora do eixo “Acompanhamento de Iniciativas do Poder Legislativo Federal em Saúde” do Observatório de Análise Política em Saúde (OAPS), esse é o panorama que deve ser esperado em 2017. A análise da pesquisadora, que atualmente é diretora executiva do Cebes – Centro Brasileiro de Estudos de Saúde, faz parte de edição especial da Revista Brasileiros, voltada para o debate sobre o que se pode esperar para o próximo ano.

No texto, Ana Costa destaca que o fortalecimento do poder de grupos conservadores e da agenda neoliberal comprometem a sobrevivência do Sistema Único de Saúde (SUS). “Fato é que os golpes contra o SUS e as tensões de interesses a ele relacionados não são recentes. Nos últimos dois anos, porém, ficou mais claro que o nosso sistema, tal como fora concebido, não teria um futuro pródigo como quiseram os constituintes”, alertou.

Para a pesquisadora, o discurso sobre planos populares e sobre o tamanho do SUS do atual ministro da Saúde, Ricardo Barros, reitera o sepultamento da saúde como direito social. “A clara tendência que desponta, particularmente após o encolhimento do financiamento da União para o setor com a aprovação da PEC 241/55/2016, é a de um cenário de privatização e de fragmentação do sistema. O desfecho é uma saúde cada vez mais distante do direito e sob o domínio do capital”, finaliza.

Leia a análise na íntegra no site da revista Brasileiros.





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