Estudo prevê impacto de medidas de austeridade no aumento da mortalidade infantil
Autor: Equipe de Redação
Publicado em: 12 de junho de 2018
Atualizado em: 7 de janeiro de 2022
Estudo publicado no periódico norte-americano PLoS Medicine aponta que o congelamento de investimentos em saúde, previsto pela Emenda Constitucional 95, deverá ter como consequência o aumento da mortalidade infantil no Brasil. Tema de reportagem do El País, a pesquisa desenvolvida por Davide Rasella, Sanjay Basu, Thomas Hone, Romulo Paes-Sousa, Carlos Ocké-Reis e Christopher Millett simula quantas mortes de crianças menores de cinco anos poderiam ser evitadas até 2030 se os programas Bolsa Família e Estratégia de Saúde da Família tivessem os orçamentos incrementados proporcionalmente ao aumento do número de pobres no país. Os resultados apontam que seriam 19.732 mortes a menos, até 2030, em comparação com o cenário atual, que prevê apenas correção dos orçamentos segundo a inflação do ano anterior.
O estudo já havia sido tema de reportagem do OAPS, quando o pesquisador Davide Rasella (IGM/Fiocruz) falou sobre a importância das pesquisas prospectivas ou de forecasting para apontar os prováveis efeitos da austeridade fiscal para a saúde dos/as brasileiros/as nos próximos anos. Em entrevista, ele explicou que a simulação do futuro foi construída a partir de parâmetros de estudos retrospectivos dos últimos 10 anos, gerando um estudo robusto, com dados sobre o Brasil, baseados no que aconteceu no país no passado. “Os modelos de parâmetros que nós pegamos não são da literatura internacional, não são de outros países, não são de outros estudos diferentes, mas são exatamente do Brasil”, afirmou em entrevista. Clique aqui para ler a matéria completa e aqui para acessar o boletim sobre possíveis impactos da crise na saúde da população brasileira.
O artigo “Child morbidity and mortality associated with alternative policy responses to the economic crisis in Brazil: A nationwide microsimulation study” está disponível neste link.
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