Estudo investiga cobertura vacinal de 2 mil crianças em Salvador
Autor: Egberto Siqueira/ISC-UFBA
Publicado em: 12 de julho de 2021
Atualizado em: 7 de janeiro de 2022
Segundo dados do Programa Nacional de Imunizações (PNI), a Bahia não conseguiu atingir nenhuma das metas de vacinação estabelecidas para o calendário infantil desde 2016. Em Salvador, apenas uma vacina, a BCG, alcançou o índice de cobertura em 2020. A capital baiana é uma das cidades selecionadas pelo Ministério da Saúde para participar de um estudo que tem como objetivo investigar a cobertura vacinal de crianças nascidas nos anos de 2017 e 2018, e que vivem em áreas urbanas das capitais brasileiras.
A pesquisa em Salvador é coordenada pelo Instituto de Saúde Coletiva da UFBA e pretende coletar dados de 2 mil crianças em um prazo de 60 dias. Durante as entrevistas domiciliares, os pais ou responsáveis responderão a um questionário sobre as vacinas já aplicadas e os motivos que levaram a não completar o esquema de vacinação. Os entrevistadores também fotografam a caderneta de vacinação das crianças para identificar quais as vacinas elas receberam desde o nascimento até o momento da entrevista.
O inquérito pretende estimar as coberturas vacinais relativas às seguintes vacinas: BCG, hepatite B, poliomielite, pentavalente, rotavírus humano, febre amarela, meningococo conjugada C, pneumococo conjugado 10 valente, influenza, hepatite A, tríplice viral, varicela e reforço para DPT e poliomielite. Através do estudo, será possível comparar as doses aplicadas, os dados de produção dos serviços de atenção básica, a proporção de crianças que utilizam serviços privados para imunização, assim como avaliar as condições de vida e dados socioeconômicos das famílias.
Os entrevistadores de campo são profissionais contratados pela empresa Science, sob supervisão do ISC/UFBA, e devidamente identificados com crachá, camisa do projeto e carta de apresentação. Durante as visitas, os profissionais seguem o protocolo de segurança e higienização estabelecido pelo Ministério da Saúde, com uso de máscaras, protetor facial, álcool gel e distanciamento físico em relação aos entrevistados. As entrevistas são realizadas, preferencialmente, em local aberto e arejado, com duração média de 20 a 30 minutos.
Para garantir maior segurança e transparência da pesquisa, o Ministério da Saúde disponibilizou o telefone 136 (Disque Saúde) para fornecer informações gerais sobre o estudo. Através do telefone 0800 025 0174, a população também pode tirar dúvidas sobre a pesquisa e confirmar a identidade dos entrevistadores diretamente com a empresa contratada.
Clique aqui e confira mais informações no portal ISC/UFBA.
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