Estudo analisa comportamento de parlamentares e partidos no primeiro ano do governo

Autor: Equipe de Redação
Publicado em: 10 de fevereiro de 2020
Atualizado em: 5 de janeiro de 2022

Boletim do Observatório do Legislativo Brasileiro (OLB), vinculado ao Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (IESP/UERJ), mostra análise sobre o apoio ao governo de congressistas do Senado e da Câmara de Deputados em 2019. O estudo aponta que apesar da falta de uma coalizão parlamentar sólida do atual governo, há um “número expressivo de parlamentares com altas taxas de governismo”.

 

Segundo o estudo, “embora não tenha havido uma estratégia clara de organização de uma base de apoio por parte do Planalto, os dados permitem observar que, nas duas casas legislativas, há um grande contingente de parlamentares que votou de forma consistente com a agenda da maioria governista. Isto é, há um bloco parlamentar no Congresso que apoiou o governo de forma confiável ao longo do primeiro ano do mandato de Bolsonaro”. Diante da falta de articulação do governo nas duas casas legislativas, a pesquisa aponta como possível explicação a agenda comum entre legislativo e executivo.

 

O exame dos resultados por partidos permitiu a identificação de três grupos específicos: partidos mais governistas – PSL e o Novo; partidos mais oposicionistas – PSOL e PT; e um terceiro composto por diversos partidos que manifestam ”grau considerável de governismo nas votações”, contudo menor do que o encontrado nos partidos do primeiro grupo.

 

O estudo pontua que enquanto o Senado tem parlamentares com comportamento mais polarizado, a Câmara dos Deputados apresenta mais desafios para o governo nos próximos anos. “Apenas PSL e Novo mostraram-se absolutamente leais ao Planalto. O terceiro bloco que surgiu em nossas análises […] é composto por partidos mais sensíveis à influência do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), mas que apresentam comportamento também mais independente e, portanto, mais imprevisível”.

 

O boletim apresenta ainda um ranking de parlamentares segundo atuação – do mais governista (10) ao mais oposicionista (0) – e uma avaliação da disciplina imposta pelos partidos nas votações. “Na Câmara, apenas o PSL atinge um nível de disciplina elevado no quesito governismo, a despeito dos conflitos internos pelos quais o partido passou ao longo do ano. Já o principal partido de oposição, o PT, que manifesta comportamento geral decididamente contrário à agenda governista, apresenta um grau menor de coesão partidária, com parlamentares que vão da oposição moderada à mais radical”.

 

Leia aqui o boletim na íntegra.  





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