Encontro Brasileiro de Movimentos Populares debate crime socioambiental na Bacia do Rio Doce
Autor: Equipe de Redação
Publicado em: 7 de junho de 2016
Atualizado em: 20 de dezembro de 2021
Representantes de movimentos populares e pastorais sociais se reuniram na cidade de Mariana (MG), entre os dias 1 e 4 de junho, para o “Encontro Brasileiro de Movimentos Populares em Diálogo com o Papa Francisco”, que abordou, entre outros temas, as repercussões do crime socioambiental provocado pelo rompimento da barragem de rejeitos de minérios da empresa Samarco, controlada pela Vale/ BHP, no município mineiro.
Como fruto do evento, foi divulgada uma carta na qual movimentos populares e pastorais sociais criticam as privatizações propostas pelo governo interino, o uso intensivo de agrotóxicos, a concentração da propriedade e o estímulo ao agronegócio, além de reivindicar a reforma urbana e a reforma agrária. “O avanço do capital nos territórios, com estímulo ao extrativismo mineral, deixa um rastro de destruição ambiental, do qual o crime na Bacia do Rio Doce, provocado pela Vale e BHP Billiton, por meio da Samarco, com a conivência do Estado, é um dos exemplos mais terríveis”.
No documento, os movimentos apontam o fortalecimento da “aliança das classes populares” como caminho possível para um novo projeto de país, que “além de garantir terra, teto e trabalho para todos e todas, com justiça social, esteja em sintonia com a Mãe-Terra”. “Encerramos o encontro no subdistrito de Paracatu de Baixo, com nossos pés na terra devastada pela ganância do capital, e em diálogo com os atingidos reforçamos nossa solidariedade e compromisso com a luta pela justiça, reparação e empoderamento do povo da Bacia do Rio Doce”, diz a carta.
Para ler a carta na íntegra, clique aqui.
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