Em entrevista, Jairnilson Paim avalia movimentos do governo interino em relação ao SUS:
Autor: Equipe de Redação
Publicado em: 23 de agosto de 2016
Atualizado em: 30 de dezembro de 2021
“Um desastre total! Até a grande mídia, normalmente solidária ao capital, à privatização da saúde e à redução dos gastos públicos tem apontado, em apenas três meses de interinidade, o desmonte do SUS, os retrocessos nas políticas públicas, a montagem de uma bomba-relógio que deve implodir o que restar do SUS nos próximos vinte anos através da PEC 241, enfim, a dilaceração da Constituição da República”. Esta é a avaliação de Jairnilson Paim (ISC/UFBA) sobre os movimentos do governo interino de Michel Temer em relação ao Sistema Único de Saúde (SUS), em entrevista publicada na edição 491 da revista IHU On-Line. A publicação do Instituto Humanitas Unisinos – IHU, divulgada nesta segunda-feira (22), tem como tema central “SUS por um fio. De sistema público e universal de saúde a simples negócio”.
Na entrevista, o coordenador do projeto Análise Política em Saúde discute temas como as diferenças entre o SUS e outros sistemas públicos de saúde, a “espúria” relação público-privado na saúde, as ameaças ao princípio de universalidade que sustenta o SUS e o entendimento deste enquanto macropolítica pública. “Ele [SUS] não se restringe a uma política pública, enquanto resposta social do Estado aos problemas e necessidades de saúde da população. Na realidade, no seu interior são gestadas inúmeras políticas públicas de grande importância para a vida e para a proteção da saúde do nosso povo. No limite, poderia compreendê-lo como uma macropolítica pública de saúde”. Paim ainda alerta: “o SUS sempre tem vivido em crises, mas não com a gravidade da atual”. Leia aqui a entrevista completa.
Além de Jairnilson Paim, o debate sobre a grave crise no SUS conta com as participações de Simone Paulon, psicóloga e professora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS); Cristiani Machado, pesquisadora e docente da Escola Nacional de Saúde Pública da Fundação Oswaldo Cruz (ENSP/Fiocruz); Carlos Ocké-Reis, doutor em Saúde Coletiva pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e pós-doutor pela Yale School of Management; José Antonio Sestelo, vice-presidente da Associação Brasileira de Saúde Coletiva – Abrasco; Rosa Maria Marques, professora titular do Departamento de Economia e do Programa de Estudos Pós-graduados em Economia Política da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP); Áquilas Mendes, professor de Economia da Saúde na Universidade de São Paulo (USP); e Júlio de Matos, diretor-geral e de Relações Institucionais da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre.
Clique aqui para ler na íntegra a edição da revista IHU On-Line.
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