Em entrevista à revista RECIIS, Paim fala sobre os atuais riscos e os desafios já vencidos no SUS
Autor: Equipe de Redação
Publicado em: 1 de julho de 2016
Atualizado em: 6 de janeiro de 2022
“Para além da temeridade, de novo um trocadilho, de mau gosto, nós temos a história, e acho que isso é importante a gente retomar. O SUS já teve grandes ameaças em outros momentos e nem por isso acabou, ainda que tenha sido desfigurado”. Em entrevista à Revista Eletrônica de Comunicação, Informação & Inovação em Saúde (RECIIS), Jairnilson Paim, coordenador do projeto Análise Política em Saúde, falou sobre os riscos que o Sistema Único de Saúde (SUS) sofre na atual conjuntura política e o processo da Reforma Sanitária e seus desafios, além de outras questões envolvendo mídia, Lei de Acesso à Informação e relação entre comunidade científica e cidadão.
Ao ser perguntando sobre as ameaças e os desafios para a manutenção do SUS e da saúde como direito, Paim relembrou os vários desafios já enfrentados – a não promulgação da Lei Orgânica da Saúde nos 180 dias após a proposta do SUS ser estabelecida na Constituição; o tumultuado ano de 1989, quando Fernando Collor foi eleito; os vetos na Lei Orgânica em 1990 e, sua superação com a Lei 8.142. “Para quem está vivendo essa crise de hoje, tem que se lembrar do que foi naquela época, isso em 1990”. O sanitarista afirmou que não é a primeira vez que há a tentativa de rever o retirar a saúde como direito na Constituição. “E nós conseguimos vencer. Então, temos derrotas sim, mas quem vai estudar a história do sistema vê: vencemos várias crises e, ainda que o sistema não seja aquele que foi projetado, está aí, não é? Quer dizer, você cobrir 200 milhões de habitantes, mesmo que você desconte os que usam menos o SUS; então, que sejam 150 milhões, isso não é pouca coisa”.
Confira a entrevista na íntegra
Assista vídeo com trecho da entrevista
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