Com lema “Nenhum direito a menos”, Fórum da Reforma Sanitária define agenda de luta

Autor: Equipe de Redação
Publicado em: 7 de junho de 2016
Atualizado em: 6 de janeiro de 2022

Representantes do Fórum da Reforma Sanitária (FRS), movimento constituído por entidades, organizações sociais, sanitaristas, professores/as, alunos/as, pesquisadores/as e ativistas do setor saúde, se reuniram no dia 3 de junho, em São Paulo, para debater e articular ações conjuntas em defesa do SUS e da democracia.

Em quase cinco horas de debate, foram discutidas e definidas premissas e ideias norteadoras do movimento, bem como propostas e uma agenda de luta que inclui a realização de manifestações, plenárias e novos debates; a produção e divulgação de manifestos e documentos coletivos; e ações em defesa do Sistema Único de Saúde e da Seguridade Social.

Enquanto organização política comprometida com diálogos democráticos e posicionada na mesma trincheira sociocultural erguida na resistência popular da juventude, dos trabalhadores e de movimentos da sociedade civil, o Fórum da Reforma Sanitária assumiu como bandeiras o lema “Nenhum direito a menos” e a aproximação com outros coletivos e frentes para construção de agendas amplas de luta.

A pauta contempla esforços para o reestabelecimento da relação entre direitos sociais e democracia, a recolocação da universalidade da saúde como questão democrática central, a reconstituição da solidariedade social em torno do projeto original de Seguridade Social e do SUS, além da defesa do sistema público de saúde e da organicidade da Seguridade Social, com a exigência de novas fontes de financiamento da saúde e denúncia das atuais propostas de cortes, desvinculações, limitações e imposição de tetos dos gastos.

Os posicionamentos assumidos na reunião contemplam ainda o não reconhecimento da legitimidade do governo interino e a necessidade de realização de reformas estruturantes como a tributária, que assegure o Estado como garantidor dos direitos sociais, e a reforma política, que introduza novos modelos de democracia e novas formas de fazer política e sociabilidades inclusivas e solidárias.

Entre as entidades representadas na reunião estão: Associação Brasileira de Saúde Coletiva – Abrasco, Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia (ISC/UFBA), Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (Cebes), Instituto de Direito Sanitário Aplicado – Idisa, Associação Brasileira de Saúde Bucal Coletiva (Abrasbuco), Rede Nacional de Médicas e Médicos Populares, Rede Unida, Sociedade Brasileira de Bioética, Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca – Ensp/Fiocruz, Fiocruz – Brasília, Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas/ Fundação Getulio Vargas (Ebape/FGV), Instituto de Estudos em Saúde Coletiva da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IESC/UFRJ), Instituto de Saúde (IS)/Secretaria do Estado de Saúde de São Paulo, Universidade Federal Fluminense (UFF), Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Associação Brasileira de Saúde Mental (Abrasme) e Comissão de Alunos USP Saúde pela Democracia.

Confira no site da Abrasco a cobertura completa da reunião com depoimentos de participantes.





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