Carta Global para a Saúde Pública: referência e comunicação entre os sistemas públicos de saúde
Autor: Equipe de Redação
Publicado em: 15 de julho de 2016
Atualizado em: 27 de dezembro de 2021
Tornar-se um quadro de referência para permitir que sistemas públicos de saúde se comuniquem globalmente, comparem suas capacidades e melhorem seus desempenhos. Este é o objetivo da Carta Global para a Saúde Pública, elaborada a partir de estudos e debates realizados, desde 2013, pela Federação Mundial de Associações de Saúde Pública (WFPHA), em parceria com a Organização Mundial de Saúde (OMS).
O documento, uma das resoluções da 50ª Assembleia Geral da WFPHA, pretende adaptar a saúde pública ao atual contexto global. “Atualmente, não há nenhum acordo global sobre quais deveriam ser as funções ou os serviços de saúde pública. Muitas políticas de saúde permanecem verticais, mesmo se contemplam alguns componentes intersetoriais. Muitas não são bem coordenadas com outras áreas sociais e, por isso, têm um impacto negativo sobre a saúde da população”, avalia o texto.
A carta apresenta seis recomendações, entre elas a definição de um conceito comum de saúde pública global para ser usado como base para a educação e a formação em saúde pública. “O consenso sobre o conceito da saúde pública global e sobre um quadro de referência para serviços de saúde sustentáveis e seguros é um passo essencial para manter saudável a vida cotidiana, minimizando os impactos negativos – econômicos, sociais e ambientais – da globalização sobre o desenvolvimento da saúde e da estabilidade da comunidade”.
A Carta Global para a Saúde Pública foi apresentada durante a 69ª Assembleia Mundial da Saúde, realizada no mês de maio, em Genebra (Suíça). Coordenada pela OMS, a 69ª sessão da assembleia reuniu cerca de 3 mil delegados/as de 194 países-membros, entre eles o Brasil. O tema central da edição deste ano foi a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, pactuada em 2015 em substituição aos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio. Também foram abordados assuntos como obesidade infantil, aleitamento materno, segurança na estrada, controle do tabaco, promoção da saúde, doenças transmissíveis, resistência microbiana a antibióticos e emergências em saúde, em especial a epidemia de Zika e microcefalia.
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