Boletim expõe maior vulnerabilidade e impactos do racismo na saúde da população negra

Autor: Inês Costal e Patrícia Conceição
Publicado em: 9 de novembro de 2023
Atualizado em: 9 de novembro de 2023

Dados e análises do Boletim Epidemiológico Saúde da População Negra, lançado no mês de outubro pelo Ministério da Saúde (MS), são o tema da edição nº 49 do boletim do Observatório de Análise Política em Saúde (Oaps). Organizados pela Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente do MS, os dois primeiros volumes trazem um retrato da saúde da população negra no Brasil, além de marcarem a retomada da análise epidemiológica usando o critério raça/cor, que não era realizada desde 2015.

A publicação mostra que a população negra apresenta as maiores proporções quando se analisa morte materna, baixo peso ao nascer e morbidade e mortalidade por doenças infecciosas e crônicas no país. Segundo o Ministério da Saúde, os achados “evidenciam o impacto do racismo enquanto um dos determinantes sociais de saúde e expõem a vulnerabilização da população negra em relação ao acesso das políticas já existentes”.

A ideia é que o boletim funcione como ferramenta para o monitoramento dos indicadores de saúde da população negra e para orientar políticas públicas de combate ao racismo, redução das desigualdades, prevenção de doenças/agravos e promoção da saúde. 

Para a pesquisadora Joilda Nery (ISC/UFBA), que participou da elaboração dos dois volumes, além de apoiar o fortalecimento da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra (PNSIPN), as informações expostas na publicação “aprofundam o debate sobre o impacto do racismo na saúde, uma vez que pessoas pardas, pretas e indígenas são as maiores vítimas de doenças que são evitáveis”.

Clique aqui para ler o boletim na íntegra! 





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