Auxílio emergencial não diminuiu mobilidade dos beneficiários, aponta pesquisa

Autor: Equipe de Redação
Publicado em: 27 de julho de 2020
Atualizado em: 7 de janeiro de 2022

Levantamento feito por pesquisadores da Rede de Pesquisa Solidária aponta que a mobilidade dos beneficiários do auxílio emergencial foi maior do que a de pessoas elegíveis que não receberam o auxílio. Segundo a nota técnica, a iniciativa do auxílio emergencial pode contribuir para a quebra do distanciamento físico necessário para a diminuição do contágio pelo novo coronavírus se não for complementada por programas voltados para redução da mobilidade.

 

O estudo ouviu 1.654 moradores de sete capitais – Fortaleza, Goiânia, Manaus, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro e Salvador – no mês de maio. Todos elegíveis para o auxílio de R$ 600 pago pelo governo a trabalhadores de baixa renda durante a pandemia de Covid-19. Nas duas semanas anteriores às entrevistas, os não beneficiados pelo programa deixaram suas casas em 3,43 dias; os que receberam a renda emergencial deixaram suas casas em 3,51 dias.

 

“Os dados sugerem que o auxílio emergencial poderia ter contribuído efetivamente para o distanciamento social se estivesse integrado a outras medidas, a exemplo de uma forma de pagamento mais adequada para se evitar idas ao banco, ou medidas voltadas para desencorajar as saídas para aquisição de bens essenciais”, afirmam os autores da nota. As pesquisas da rede indicam que a ausência de uma estratégia integrada do setor público enfraquece a efetividade das medidas contra a pandemia de Covid-19.

 

A Rede de Pesquisa Solidária reúne mais de 70 pesquisadores, de diferentes áreas, voltados para o aperfeiçoamento da qualidade das políticas públicas dos governos federal, estaduais e municipais em sua atuação durante a pandemia.

 

Leia aqui a nota técnica nº 15 do grupo.





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