Abrasco cobra “Testagem, máscaras e vacinas já!” para atual cenário da pandemia no país
Autor: Inês Costal e Patrícia Conceição
Publicado em: 31 de janeiro de 2022
Atualizado em: 31 de janeiro de 2022
Em nota, a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) destaca ações urgentes necessárias para a contenção dos casos de Covid-19 no país no cenário recente. A ampla e intensa circulação de pessoas e do vírus tem resultado na subida da média móvel de casos, de 8.112 em 31 de dezembro de 2021 para 150.400 em 24 de janeiro de 2022, um crescimento de 18 vezes em menos de um mês.
Para a entidade, ainda que a variante Ômicron tenha como característica um potencial de transmissão muito maior do que as anteriores, o aumento de casos tem grande contribuição da contínua ausência de campanhas voltadas para a adoção de medidas de proteção individual e coletiva, entre elas a distribuição e uso de máscaras, distanciamento físico e social e higienização das mãos. Também, o quadro que combina transportes públicos lotados e o aumento da circulação de pessoas, junto com as festas de fim de ano.
A Abrasco indica quatro frentes de ação urgentes para contenção dos casos de Covid-19 no país:
> Universalização da testagem, com ampliação dos centros de testagem no SUS e disponibilização do autoteste mediante a utilização de todos os canais de distribuição disponíveis, devendo ser estudada a incorporação emergencial e provisória de testes de antígeno no “Saúde não Tem Preço”.
> Ampliação da cobertura vacinal para os diferentes grupos populacionais, com busca ativa de quem ainda não tomou vacina e dos que tomaram apenas uma dose, além de aceleração da vacinação de crianças e adolescentes. Atenção para a desigualdade de cobertura da vacina e para o combate às fake news, com campanha intensa e ativa do Ministério da Saúde. Adoção do certificado de vacinação nas escolas, locais de trabalho e ambientes fechados. Estratégias de busca ativa a partir da atenção primária, mutirões com oferta de vacinas em locais estratégicos, e a eliminação de barreiras burocráticas e/ou físicas para o acesso às vacinas devem ser imediatamente promovidas.
> Campanhas envolvendo a provisão de máscaras de maior poder de proteção para a população (máscaras cirúrgicas e PFF2), tanto pelo Ministério da Saúde e também pelas prefeituras e empregadores, e estímulo ao uso delas em ambientes fechados e de grande concentração de pessoas.
> Fortalecimento das equipes da atenção primária à fim de garantir acesso à vacina, testagem, ampla comunicação social e seguimento adequado para os casos de Covid-19 e outras doenças das quais houve retração no acompanhamento devido à pandemia.
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