Abrascão 2015: Plano de ação de Trabalho e Educação em Saúde inclui fortalecimento de observatórios e evento específico
Autor: Equipe de Redação
Publicado em: 29 de julho de 2015
Atualizado em: 24 de outubro de 2021
A oficina “A agenda atual do Trabalho e Educação na Saúde”, do Grupo Temático (GT) Trabalho e Educação na Saúde da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), reuniu membros do GT e participantes interessados na temática nesta terça-feira (28), na programação pré-congresso do 11º Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva. O evento acontece na Universidade Federal de Goiás (UFG), em Goiânia, até o dia 1º de agosto. As áreas trabalho e educação na saúde são analisadas no Observatório de Análise Política em Saúde (OAPS) no eixo temático “Políticas de Gestão do Trabalho e Educação Permanente no SUS”. Na oficina, Isabela Cardoso, diretora do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia (ISC/UFBA) e coordenadora do eixo, foi reconduzida à direção do GT até o final de 2016.
No encontro foram discutidas proposições do plano de ação do grupo para os próximos três anos. Isabela abriu a atividade explicando que, mesmo inicialmente voltada para os integrantes do GT, a oficina não era fechada. “Essa oficina tem o propósito de discutir a agenda de trabalho e educação com os membros do GT, mas é aberta ao público e eu gostaria de registrar que é fundamental o diálogo entre a academia e os serviços e profissionais de saúde”, afirmou.
Na reunião, foi apresentado um balanço das atividades do GT dos últimos quatro anos e proposta a inserção de um novo eixo temático – internacionalização do trabalho e educação. Dois cenários foram destacados para o debate: o documento da nova gestão da chapa que concorre à diretoria da Abrasco e a proximidade da 15º Conferência Nacional de Saúde (CNS), que acontece entre os dias 1º e 4 de dezembro.
Outro ponto abordado na oficina foi o desafio de trabalhar as duas áreas de forma interdisciplinar. José Inácio Motta, pesquisador da Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP) da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e membro do GT, destacou a necessidade de “pensar um formato que possibilite trabalhar o diálogo entre as áreas de trabalho e educação e sistematizar a produção científica. É um tema que mobiliza e provoca discussões e faltam fóruns para isso acontecer”. No final da discussão, o GT decidiu organizar um grande evento que reúna pesquisadores e a apresentação de produções das duas áreas.
Angelo D’Agostini, diretor do Departamento de Gestão e da Regulação do Trabalho em Saúde (Degerts) da Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES) do Ministério da Saúde (MS), participou da oficina e falou sobre iniciativas da secretaria, como a plataforma de recursos humanos do SUS; o Mais Especialidades; e a parceria com o ISC/UFBA relacionada aos agentes comunitários de saúde (projeto “Avaliação de perfil dos agentes comunitários de saúde no processo de consolidação da atenção primária à saúde no Brasil”). “É muito bom ver que o trabalho do departamento sempre é realizado em parceria com algum segmento. Isso faz com que o Degerts não seja burocrático, faz com que seja um setor que funciona para fora. Estamos aqui para pensar juntos e aprimorar parcerias”, declarou.
Fortalecimento dos observatórios
Outra análise resultante do debate foi a necessidade de fortalecer a rede de pesquisa de observatórios que trabalham as temáticas. Para Maria Helena Machado, pesquisadora da ENSP/Fiocruz e integrante do GT, “é preciso reforçar a rede observatória que, a meu ver, está fragilizada. Acho importante, é um grupo relativamente pequeno com uma grande produção científica necessária no país”, destacou. A oficina também gerou a proposta de um encontro de observatórios.
Isabela Cardoso, que coordena os eixos “Políticas de Gestão do Trabalho e Educação Permanente no SUS” e “Modelos de Gestão Hospitalar no SUS” no Observatório de Análise Política em Saúde (OAPS), convidou os presentes para o lançamento do OAPS e do Centro de Documentação Virtual (CDV), iniciativas ligadas ao projeto Análise de Políticas de Saúde, no dia 30 de julho, às 11h, no auditório da Faculdade de Comunicação e Informação da Universidade Federal de Goiás.
“A oficina foi extremamente importante para discutir as atividades do GT como um grupo investigativo, questionador e propositivo, e nosso potencial dentro da Abrasco, além de sairmos com a proposta de realização de um grande evento especifico da área em 2016”, concluiu.
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