A crise climática e seus efeitos sobre a saúde da população são tema de boletim do Oaps

Autor: Inês Costal e Patrícia Conceição
Publicado em: 16 de maio de 2024
Atualizado em: 16 de maio de 2024

O ano de 2023 estabeleceu novos recordes para cada um dos indicadores climáticos pelo mundo, chamando a atenção para os desafios impostos pela crise do clima e seus efeitos sobre a saúde das populações. Este é o tema da edição de nº 52 do boletim do Observatório de Análise Política em Saúde (OAPS), que apresenta dados sobre as repercussões do fenômeno e aponta medidas que devem ser consideradas pelos governos para mitigar os efeitos à saúde humana.

Em meio ao aumento de eventos extremos, como secas, ondas de calor, tempestades e enchentes, manifestações pela declaração de uma nova emergência global de saúde devido à crise climática e ambiental têm aumentado na comunidade científica. A principal reinvindicação é de que as alterações climáticas e a perda de biodiversidade sejam enfrentadas em conjunto para preservar a saúde e evitar catástrofes.

Os efeitos das mudanças climáticas são apontados por uma série de estudos e incluem insegurança alimentar, dificuldades de acesso à água de qualidade, expansão da área atual de incidência de doenças transmitidas por vetores, agravamento de casos de doenças respiratórias e cardiovasculares, bem como o reforço das vulnerabilidades e iniquidades em saúde.

As análises dos locais e grupos mais atingidos pela crise climática e pelos desastres ambientais mostram que a desigualdade marca esse quadro. São as pessoas mais pobres, as pretas e indígenas e as mulheres aquelas que mais sofrem os efeitos de fenômenos como enchentes e doenças. Da mesma forma, as repercussões para a saúde, os ecossistemas e a segurança energética incidem de modo desproporcional sobre esses grupos, agravando as desigualdades e as exclusões.

Diante da heterogeneidade do cenário, pesquisadores/as e ativistas têm destacado a importância da justiça climática para a formulação de ações de mitigação dos impactos da crise, assim como iniciativas de adaptação para lidar com o cenário. Outro aspecto considerado fundamental é o enfrentamento à desinformação e ao negacionismo em temas ligados ao clima, práticas que comprometem a capacidade de resposta ao fenômeno.

No Brasil, o governo federal tem anunciado investimentos e medidas, entre elas a redução da emissão de gás carbônico pelos setores produtivos, considerando o uso de novas tecnologias e a criação de marcos regulatórios.

Clique aqui para ler a edição do boletim na íntegra.





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