10 anos do Oaps: Boletim destaca iniciativas, desafios e potencialidades do Observatório de Análise Política em Saúde

Autor: Inês Costal e Patrícia Conceição
Publicado em: 22 de janeiro de 2025
Atualizado em: 22 de janeiro de 2025

Os 10 anos do Observatório de Análise Política em Saúde (Oaps), suas principais atividades, produções, desafios e caminhos futuros são o tema central da mais recente edição do boletim publicado pelo projeto a cada dois meses. O informativo destaca os esforços envolvidos na constituição do espaço, a potencialidade do trabalho em rede e o debate sobre a sustentabilidade da iniciativa.

Constituído a partir da chamada pública “Rede Nacional de Pesquisas sobre Política de Saúde: Conhecimento para Efetivação do Direito Universal à Saúde”, apoiada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e Ministério da Saúde, o projeto “Análise de Políticas de Saúde no Brasil” articulou uma rede de pesquisadores/as de diversas instituições de ensino e pesquisa. Após o encerramento do projeto, o Oaps seguiu como um espaço de reflexão e análise crítica das políticas de saúde no país. “O Observatório teve um papel fundamental no processo de ampliação do debate acerca das políticas públicas, tanto de acesso para profissionais de saúde, como para estudantes, docentes, pesquisadores e para a população como um todo”, avalia Isabela Cardoso, secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde/Ministério da Saúde e coordenadora-geral do Oaps.

A publicação também destaca a contribuição do Oaps para a formação de jovens pesquisadores e pesquisadoras, estudantes de graduação, residentes, mestrandos/os e doutorandos/as que colaboram cotidianamente para a existência da iniciativa. “O Observatório pode proporcionar a construção de sujeitos críticos ou mesmo o desenvolvimento de uma atitude crítica, seja através de ações no âmbito do seu próprio espaço ou pelas articulações feitas com outras entidades e grupos de pesquisa”, destaca Camila Reis, professora substituta e doutoranda em Saúde Coletiva no ISC/UFBA, que integra a proposta desde o seu início.

Ao discutir as perspectivas e caminhos para a sustentabilidade de iniciativas como o Oaps, o boletim sublinha a importância da atuação em rede e a costura de articulações e diálogos para potencializar os esforços e resultados dos observatórios. Monique Esperidião, coordenadora-geral do OAPS, ressalta a necessidade de fortalecer as estratégias de acompanhamento e monitoramento das ações em rede, contemplando um olhar sobre os processos de interação e cooperação entre instituições e grupos, e o alcance de seus resultados. “Fortalecer esta rede é o compromisso que temos para as atividades vindouras, mapeando parceiros em distintas instituições e amadurecendo o papel estratégico que podem desempenhar tais iniciativas de articulação”, aponta.

Clique aqui para ler a edição nº 56 do boletim do Oaps. 





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