Racismo patriarcal, um imperativo para as maternidades*
Autor: Emanuelle Goes**
Publicado em: 5 de agosto de 2021
Atualizado em: 7 de janeiro de 2022
De um lado a maternidade compulsória, do outro a não maternidade, nisso tudo o racismo patriarcal que atua por meio das instituições das sociedades, que violam e manejam o que seriam direitos reservados às mulheres.
Mais uma vez, vemos o Estado racista patriarcal se posicionando por meio da violação dos direitos reprodutivos, no impedimento do exercício da maternidade. São as camadas de opressões e violências que atingem mulheres/mães negras e, quando em contexto de rua, isso se aprofunda.
A história de Adrielle e Suzi se insere nesse contexto de muitas camadas de opressões. O Estado, pautado no racismo institucional, por meio do Conselho Tutelar, retirou o bebê dos braços da mãe logo após o nascimento que, de imediato, teve o direito de amamentar a filha negado.
A doação compulsória é uma violação, uma injustiça reprodutiva. Suzi, o bebê de Adrielle, foi institucionalizado, “mulheres em situação de rua e/ou usuárias de drogas não podem ter seus filhos e filhas arrancadas (os), suas crianças também não podem ser separadas das mães e famílias”. Escolha, decisão, autonomia, autodeterminação. Como mulheres que vivem em constante violação podem se constituir nesse lugar?
Clique aqui para ler o texto na íntegra.
* Texto publicado originalmente no Portal Catarinas.
** Doutora em Saúde Pública com concentração em Epidemiologia (ISC/UFBA), mestra em Enfermagem pela UFBA com concentração em Gênero, Cuidado e Administração em Saúde. Conselheira Nacional de Saúde pelo segmento de usuárias – Movimento Negro.
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