Por outro mundo possível!

Autor: Paloma Silveira*
Publicado em: 23 de dezembro de 2021
Atualizado em: 7 de janeiro de 2022

E chegamos na reta final de 2021 e de quase dois anos de pandemia. Aqui no Brasil, além da pandemia vivemos tempos distópicos de múltiplas crises: social, econômica e humanitária, milhões de pessoas na miséria. Podemos constatar esse recrudescimento da pobreza nas notícias veiculadas em algumas mídias, com gentes buscando alimentos em caminhões e latas de lixo, nas filas de açougues esperando ossos, sobrevivendo, como podem, nas ruas das cidades. Voltamos para o mapa da fome.

Em Recife e Salvador, duas cidades que habito, ao transitarmos pelas ruas nos deparamos com famílias inteiras nas calçadas, nos semáforos, pedindo e/ou com placas gritando: estou com fome, me ajude. As gentes com fome não apenas de alimentos, as gentes famintas de vida digna. Enquanto isso, o orçamento para 2022, aprovado recentemente, prevê 4,9 bilhões de reais para o fundo eleitoral, outros 16,7 bilhões para o orçamento secreto, continuando precário para as tantas misérias brasileiras.

É bem verdade que o Brasil, o mundo capitalista racista, patriarcal e classista, nunca esteve muito aí para essas pessoas? O sistema se fundamenta na miséria de muites para a riqueza/luxo de pouquíssimos. Isso ficou ainda mais evidente na pandemia, já que os ricos ficaram mais ricos, com alguns viajando para o espaço pela bagatela US$ 28 milhões (PULICE, 2021). Uma perversão.

Clique aqui e leia o texto na íntegra.

 

*Mulher cis, heterossexual, parda, professora, psicóloga e às vezes artista. Mestra em Psicologia pela UFPE e Doutora em Saúde Coletiva pelo ISC/UFBA.





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