O MST e a luta pelo direito à saúde em tempos de pandemia de Covid-19
Autor: Larissa Barros* e Carmen Teixeira**
Publicado em: 29 de junho de 2020
Atualizado em: 7 de janeiro de 2022
O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, também conhecido como Movimento dos Sem Terra ou MST, ainda que tenha surgido enquanto um movimento de luta pela terra e pela Reforma Agrária, compreende que a conquista desse objetivo exige a garantia de um conjunto de políticas sociais para o campo, o que inclui a Saúde enquanto direito fundamental das populações assentadas e acampadas. A revisão de literatura sobre o tema e de documentos oficiais (boletins, jornais, cartilhas) produzidos e publicados pelo Movimento tem demonstrado que o MST constitui um sujeito coletivo importante na luta pelo direito à saúde no Brasil e na defesa do SUS público e universal. Assumindo a perspectiva de que “lutar por saúde é lutar pela vida”, cabe perguntar: qual a posição que o MST assume diante da atual e profunda crise sanitária? Quais as estratégias que constrói para enfrentar um governo e um vírus que ameaçam as vidas de todas as brasileiras e brasileiros? Nesse sentido, buscamos sistematizar as principais posições do MST sobre a conjuntura que vivemos, bem como elencar um conjunto de ações e articulações construídas pelo Movimento no enfrentamento da pandemia de Covid-19.
Articulações e ações do MST em tempos de pandemia
Ao acompanhar as mídias sociais – Facebook, Instagram, grupos de Whatsapp, site e canal no Youtube – do MST, é possível perceber que a pandemia de Covid-19, e o necessário distanciamento social, não tem se constituído como um momento de recuo político ou isolamento da direção do MST e de suas bases no cenário brasileiro. O volume de programas, campanhas, informações, vídeos, lives, entrevistas, postagens, recomendações, orientações, etc. publicadas revela a atuação do Movimento frente ao que eles denominam como crise estrutural do capital, mas que se expressa enquanto crise política, econômica, social, ambiental e sanitária. Nesse particular, a pandemia tem exigido dos militantes do Setor de Saúde do movimento ações específicas de orientação e cuidado das populações acampadas e assentadas.
Leia aqui a análise na íntegra.
*Mestre em Saúde Comunitária e doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (ISC-UFBA). Docente do curso de Serviço Social do Instituto de Psicologia (IPS-UFBA).
**Doutora em Saúde Pública pelo Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia (ISC/UFBA). Docente do Instituto de Humanidades, Artes e Ciências (IHAC/UFBA) e do ISC/UFBA.
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