O “Fora Bolsonaro” e o combate ao coronavírus: dois lados da mesma moeda

Autor: Luiz Filgueiras*
Publicado em: 13 de abril de 2020
Atualizado em: 6 de janeiro de 2022

O Partido dos Trabalhadores segue cometendo um erro político fatal: continua tratando o Governo Bolsonaro como um governo normal, como todos os anteriores que passaram pelo país desde a queda da Ditadura Militar. Coerente com essa avaliação, atua em cada momento, em cada conjuntura, guiado pela estratégia onipresente de preparar e acumular forças para derrotá-lo nas eleições de 2022.

Agora, em uma reunião realizada no último dia 9, sua Direção Nacional decidiu, mais uma vez, que não é a hora de tirar Bolsonaro. Isso ocorre quando o “Fora Bolsonaro”, com “panelaços” Brasil afora, vem crescendo aceleradamente. E depois do próprio Partido ter assinado, juntamente com o PSOL, o PDT, o PSB, o PCdoB e a Rede, um manifesto que afirma que Bolsonaro não tem condições de seguir governando e que, portanto, deveria renunciar. Além de declarações recentes de sua liderança maior no mesmo sentido.

 

Mas agora, essa decisão, mantendo a mesma posição tomada desde o início do Governo Bolsonaro, acrescenta ao erro estratégico outro erro fatal, desta feita de natureza tática: opõe, de forma trágica, o “Fora Bolsonaro” à necessidade de se “focar no combate à pandemia do Coronavírus” (defesa do isolamento social e cobranças para que o governo federal aja na proteção dos mais vulneráveis). Como se fosse uma disjuntiva, ou uma coisa ou outra; quando na verdade, está claro para quem quiser ver que o “Fora Bolsonaro” é condição necessária e fundamental para o enfrentamento da pandemia.

 

O fascista atua o tempo todo contra as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), instituições médicas e científicas, médicos em geral (em especial os epidemiologistas e infectogistas) e na contramão do Ministério da Saúde de seu próprio governo e das políticas adotadas em todos os países do mundo. Age como um “5ª coluna”, boicotando o combate à pandemia que, segundo ele, é uma “gripezinha”, confundindo as pessoas e conspirando o tempo todo contra a saúde da população brasileira.

 

Leia aqui a análise na íntegra.





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