Mercados imersos: os verdadeiros supermercados
Autor: Nayla Almeida*
Publicado em: 25 de outubro de 2021
Atualizado em: 6 de janeiro de 2022
Quando o assunto é abastecimento alimentar, enfrentamos, hoje, um cenário desafiador: alta no preço dos alimentos, um quase desaparecimento de políticas públicas alimentares (como o Programa de Aquisição de Alimentos), a ausência de estoques públicos reguladores de preço. Além disso, vimos, no início de 2019, a extinção do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, onde debates e conquistas históricas foram possíveis no campo da segurança alimentar e nutricional do Brasil.
Diante de tantas dificuldades, a pergunta que se coloca é: como garantir o abastecimento e o acesso a alimentos frescos e saudáveis para toda a população brasileira? É tempo de refletir sobre a capacidade do território nacional ser resiliente frente a desequilíbrios internos, como decisões políticas e econômicas equivocadas, e choques externos, como as pandemias.
Um ponto fundamental nessa questão são os tipos de mercados onde se compram alimentos. Um estudo deste ano, da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), apontou para a diminuição na oferta de alimentos frescos em mercados alimentares locais — uma consequência da interrupção no transporte e fechamento de fronteiras. O principal achado da pesquisa é que os chamados mercados territoriais ou imersos são essenciais para garantir o abastecimento e o acesso a alimentos saudáveis em nível local.
Clique aqui e acesse a análise na íntegra.
¹Engenheira agrônoma pela Universidade de São Paulo (USP), mestranda no Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Rural pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Em sua linha de pesquisa, investiga a construção social de mercados para agricultura familiar.
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