Mapeamento dos trabalhos sobre medicamentos, sangue e vigilância sanitária no 14º Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva

Autor: Ingrid Vieira de Jesus Andrade, Beatriz Andrade Silveira, Mariluce Karla Bomfim de Souza, Yara Oyram Ramos Lima, Ana Cristina Souto e Ediná Alves Costa
Publicado em: 19 de dezembro de 2025
Atualizado em: 19 de dezembro de 2025

O Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva, conhecido como “Abrascão”, realizado pela Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), alcançou sua 14ª edição, em novembro de 2025, com o tema “Democracia, equidade e justiça climática: a saúde e o enfrentamento dos desafios do século XXI”. Ao longo de suas edições, o congresso foi realizado em cidades-estados do Sudeste (Rio de Janeiro-RJ, São Paulo-SP, Águas de Lindóia-SP), Nordeste (Olinda-PE, Salvador-BA, Recife-PE), Sul (Porto Alegre-RS) e Centro Oeste (Brasília-DF, Goiânia-GO) do Brasil.

Em geral, o congresso acontece no segundo semestre do ano. Apenas duas edições ocorreram no primeiro semestre – 3ª edição, em maio de 1992, em Porto Alegre; e 4ª edição, em Olinda, no mês de junho de 1994. As edições, em sua maioria, ocorreram com intervalos de três anos, exceto a 3ª e a 4ª citadas, que tiveram o menor intervalo. Entre a 12ª e 13ª edição, em 2018 e 2022, o intervalo foi de quatro anos devido à pandemia de Covid-19, declarada no Brasil enquanto Emergência de Saúde Pública de Importância Nacional (ESPIN), com início em 2020 e fim declarado pelo Ministério da Saúde em abril de 2022 .

Quanto ao temário, destaca-se a 1ª edição, que ocorreu no mesmo ano da 8ª Conferência Nacional de Saúde, portanto, anterior ao Sistema Único de Saúde (SUS), com o tema “Reforma Sanitária e Constituinte: garantia do direito universal à saúde”. O tema central direcionou as discussões do congresso em plena efervescência da discussão sobre a saúde enquanto direito. A edição seguinte, realizada nove meses após a promulgação da Constituição Federal brasileira, teve como tema “Sistema Único de Saúde – conquista da sociedade”.

Os temários das edições subsequentes destacaram o “direito à vida” (3º edição, 1992); a “responsabilidade do Estado” (5ª edição, 1997); a “ciência” em duas edições – relacionada ao compromisso da ciência, tecnologia e inovação (9ª edição, 2009) e para a cidadania (10ª edição, 2012); a “justiça” em três edições – junto com a democracia (7ª edição, 2003), sublinhada como justiça social, junto com diversidade e equidade (13ª edição, 2022) e justiça climática, junto com a democracia e equidade – e o enfrentamento dos desafios do século XXI (14ª edição, 2025). A “democracia” foi temário nas quatro últimas edições do evento (11ª a 14ª edição, respectivamente nos anos 2015, 2018, 2022 e 2025).





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