Hesio Cordeiro e o Instituto de Medicina Social
Autor: Reinaldo Guimarães*
Publicado em: 10 de janeiro de 2022
Atualizado em: 10 de janeiro de 2022
Para o nosso amigo comum, o querido João Regazzi Gerk, que
testemunhou e atuou em tudo o que aqui vai.
Este texto visa resgatar a memória e homenagear a grande figura que acaba de nos deixar. Aliás, o desaparecimento físico de Hesio sucedeu a uma longa e penosa doença que lentamente promoveu uma primeira morte, lenta e dolorosa, de sua vida de relação. Na última vez que estive com ele, no início de 2020, já não conseguia estabelecer um contato pleno com o mundo que o cercava. Com sua morte, perdemos todos, a família, os amigos, a comunidade acadêmica da saúde, o SUS e o Brasil. Aqui, trataremos apenas os primeiros 15 anos de atividade intelectual e política de Hesio, exercida em boa parte no Instituto de Medicina Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro.
*
A pré-história do Instituto de Medicina Social (IMS) começa em 1965, quando o professor Américo Piquet Carneiro (1909-1992), titular de Clínica Médica da Faculdade de Ciências Médicas (FCM), um democrata liberal católico e progressista, criou um ambulatório de medicina comunitária no Hospital Pedro Ernesto, vinculado à faculdade. Em seguida, em 1966, também inspirados por Piquet Carneiro e mediante um auxílio de pesquisa do governo do Estado da Guanabara, Hesio Cordeiro e Moysés Szklo lideraram um inquérito epidemiológico em uma comunidade da Zona Norte (provavelmente a comunidade do Morro dos Macacos).1
A história do IMS foi um desdobramento dessas iniciativas, mas a data exata de sua criação e o documento que a registra não são conhecidos. A menção documental mais antiga ao IMS data de 1970, quando ele aparece mencionado no então instituído Regimento Geral da universidade como uma unidade universitária de ensino e pesquisa vinculada ao Centro Biomédico, também criado na ocasião. Provavelmente, esse regimento é o documento fundacional do instituto.
Clique aqui e leia o artigo na íntegra.
Publicado originalmente em Physis: Revista de Saúde Coletiva.
*Professor do Núcleo de Bioética e Ética Aplicada da UFRJ. Vice-presidente da ABRASCO.
Deixe um comentário