As esperanças que estão vindo também das ruas

Autor: Paloma Silveira*
Publicado em: 7 de junho de 2021
Atualizado em: 6 de janeiro de 2022

No sábado, 29 de maio de 2021, as ruas de várias cidades brasileiras foram tomadas pela VIDA. Milhares de pessoas as ocuparam com um objetivo em comum: protestar contra esse governo promotor da pandemia, de mortes e do que há de pior em nós. Manifestações pacíficas que foram quase completamente ignoradas pela mídia hegemônica. Mais uma vez, os grandes veículos midiáticos cumpriram o seu papel de apoiadores do status quo vigente, mesmo quando esse é de mais de 2000 mortes diárias, contabilizando 500 mil, da CPI da Covid-19, das violências, dos descasos e escárnios constantes do antipresidente , do neofascismo.

Mas o que esperar dessa mídia que gestou e pariu esse governo, se não essa postura? O passado recente e o não tão longínquo, o do apoio à ditadura civil-militar, 1964 a 1985, não nos deixam esquecer de que lado ela parece sempre estar. Mesmo com a baixa cobertura da mídia hegemônica, mesmo com a violência absurda que aconteceu no Recife e do menosprezo do antipresidente com sua fala patética de que “faltou erva e dinheiro”, o Brasil com S (re)apareceu com força. Juntou-se a/os milhares que foram as ruas no ano passado e em 2019 no Chile – os resultados das recentes eleições e a elaboração da nova Constituição materializam as conquistas desses movimentos – e a/os milhares que estão nas ruas na Colômbia há mais de um mês.

 

Diversas cidades colombianas estão sendo tomadas por diferentes manifestações desde 28 de abril de 2021. Inicialmente convocadas para se contraporem ao projeto de reforma tributária proposto pelo governo de Iván Duque, as manifestações se ampliaram e continuam tendo força, apesar da brutal reação do Estado: dezenas de manifestantes foram mortos/as e centenas estão desaparecides. Algumas conquistas já foram alcançadas, dois projetos de reformas, tributária e da saúde, foram derrotados e dois ministros renunciaram (MELLO, 2021).

 

Leia a análise na íntegra.

 

*Mulher cis, heterossexual, reconhecida socialmente como branca, professora, psicóloga e às vezes artista. Mestra em Psicologia pela UFPE e Doutora em Saúde Coletiva pelo ISC/UFBA.
Agradeço a Aninha pela leitura e incentivo, e a Gurgel pelo apoio carinhoso de sempre.





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