A peleja da sífilis congênita: cordel como estratégia educomunicativa em saúde

Autor: Yuri Silva, Ana Carolina Bittencourt, Andreanne Fahel, Helena Marback, Jilmara Jesus e Queila Souza
Publicado em: 19 de dezembro de 2023
Atualizado em: 19 de dezembro de 2023

A sífilis congênita é um grave problema de saúde pública. De acordo com dados do Boletim Epidemiológico de Sífilis de 2023, a região Nordeste ocupa a segunda posição das regiões brasileiras com mais casos registrados, sendo 95.044 casos (29,7%), atrás apenas da região Sudeste, com 141.659 casos (44,3%), entre os anos de 1999 e junho de 2023. 

Em 2022, a taxa de incidência de sífilis congênita em Salvador foi de 15,1 por mil nascidos vivos, acima da média nacional do Brasil, que é de 10,3. No Distrito Sanitário Centro Histórico, os casos de sífilis congênita vêm aumentando. A taxa de incidência no primeiro semestre de 2023 foi de 18,6 por mil nascidos vivos no território, segundo os dados levantados pelo Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) e pelo Sistema de Informação sobre Nascidos Vivos (Sinasc).

O estigma e a desinformação ainda são barreiras para o enfrentamento da sífilis congênita. Diante deste cenário, é necessário a adoção de estratégias de educação e comunicação que se conectam de maneira autêntica com a comunidade. Essa reflexão percorreu o semestre do componente curricular Educação e Comunicação em Saúde II, ministrado pela professora Camila Reis. 

O cordel se revelou uma ferramenta eficaz para trabalhar temas sensíveis como saúde e prevenção. É possível criar narrativas que se conectam diretamente com a realidade das comunidades, utilizando uma linguagem simples e próxima do dia a dia das pessoas. A arte do cordel permite transformar informações técnicas complexas em narrativas cativantes, por meio de rimas, métricas e oralidade, facilitando a compreensão e a retenção do conhecimento. Numa perspectiva da educação popular, a literatura de cordel não apenas democratiza o acesso à informação, mas também fortalece o senso de identidade e pertencimento das comunidades, tornando-se uma poderosa ferramenta de transformação social, assim contribuindo para uma sociedade justa. 

A peleja da sífilis congênita é um folheto elaborado por Ana Carolina Bittencourt, Andreanne Fahel, Helena Marback, Jilmara Jesus, Queila Souza e Yuri Silva, que busca debater e conscientizar a população acerca da sífilis congênita de forma lúdica.





Deixe um comentário







Instituto de Saúde Coletiva • Universidade Federal da Bahia • Rua Basílio da Gama, s/n • Campus Universitário do Canela • 40.110-040 • Salvador-Bahia • +55 71 3283-7441 / 3283-7468

© 2024 Observatório de Análise Política em Saúde. Todos os direitos reservados.