A pandemia da Covid-19 e a situação dos estoques de sangue nas hemorredes

Autor: Mariluce Karla Bomfim de Souza*
Publicado em: 14 de junho de 2021
Atualizado em: 5 de janeiro de 2022

Em texto publicado no início da pandemia da Covid-19 no Brasil, sites das hemorredes estaduais publicaram sobre a situação de queda nosestoques de sangue, em especial de alguns grupos sanguíneos, os quais em muitas unidades (ex: Hemoal, Hemoba, Hemosul, Hemoes, Hemomar, Hemonorte, Fhemeron, Hemominas, Hemorio, Fundação Pró-Sangue) encontravam-se em níveis críticos (SOUZA, LIMA, CAVALCANTE, 2021).

Com a pandemia em curso e diante dos registros de casos no país, buscou-se identificar nas mesmas fontes qual a situação do estoque de sangue nas hemorredes do Brasil. Portanto, este texto apresenta um balanço sobre a disponibilidade de sangue para o sistema de saúde brasileiro no período de novembro de 2020 à abril de 2021.

 

Covid-19 no Brasil

Após registro do início da segunda onda da Covid-19 em países europeus, o Brasil ainda não havia conseguido estabilizar o número de infectados pelo novo coronavírus.

 

Em nota técnica elaborada sobre a “Situação da Pandemia de Covid-19 no Brasil”, após pico nos meses de julho a setembro de 2020 e posterior queda no número de casos novos por semanas, os números voltaram a crescer no mês de novembro e registrava-se novo crescimento do número de reprodução (Rt) nos estados. Segundo a nota, naquela ocasião, a situação no país piorou com evidências sobre o início de uma segunda onda em quase todos os estados, que pode ser atribuída, dentre outras razões, pelo “afrouxamento das medidas de isolamento social” e pela “falsa sensação de segurança” gerada pela relativa melhora observada nos dois meses anteriores (ALMEIDA et al, 2020, p. 10). No entanto, há registros sobre o não consenso entre especialistas quanto ao início da “segunda onda” no Brasil ou o recrudescimento da primeira onda (FOLHA DE SÃO PAULO, 2021).

 

Clique aqui e leia a análise na íntegra.

 

* Professora Associada do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia (ISC/UFBA). Atua no eixo de pesquisa Política de Medicamentos, Sangue, Assistência Farmacêutica e Vigilância Sanitária do Observatório de Análise Política em Saúde (OAPS/ISC/UFBA).





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