10 de fevereiro de 2020

Estudo analisa comportamento de parlamentares e partidos no primeiro ano do governo

Autor: Equipe de Redação


Boletim do Observatório do Legislativo Brasileiro (OLB), vinculado ao Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (IESP/UERJ), mostra análise sobre o apoio ao governo de congressistas do Senado e da Câmara de Deputados em 2019. O estudo aponta que apesar da falta de uma coalizão parlamentar sólida do atual governo, há um “número expressivo de parlamentares com altas taxas de governismo”.

 

Segundo o estudo, “embora não tenha havido uma estratégia clara de organização de uma base de apoio por parte do Planalto, os dados permitem observar que, nas duas casas legislativas, há um grande contingente de parlamentares que votou de forma consistente com a agenda da maioria governista. Isto é, há um bloco parlamentar no Congresso que apoiou o governo de forma confiável ao longo do primeiro ano do mandato de Bolsonaro”. Diante da falta de articulação do governo nas duas casas legislativas, a pesquisa aponta como possível explicação a agenda comum entre legislativo e executivo.

 

O exame dos resultados por partidos permitiu a identificação de três grupos específicos: partidos mais governistas – PSL e o Novo; partidos mais oposicionistas – PSOL e PT; e um terceiro composto por diversos partidos que manifestam ”grau considerável de governismo nas votações”, contudo menor do que o encontrado nos partidos do primeiro grupo.

 

O estudo pontua que enquanto o Senado tem parlamentares com comportamento mais polarizado, a Câmara dos Deputados apresenta mais desafios para o governo nos próximos anos. “Apenas PSL e Novo mostraram-se absolutamente leais ao Planalto. O terceiro bloco que surgiu em nossas análises […] é composto por partidos mais sensíveis à influência do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), mas que apresentam comportamento também mais independente e, portanto, mais imprevisível”.

 

O boletim apresenta ainda um ranking de parlamentares segundo atuação – do mais governista (10) ao mais oposicionista (0) – e uma avaliação da disciplina imposta pelos partidos nas votações. “Na Câmara, apenas o PSL atinge um nível de disciplina elevado no quesito governismo, a despeito dos conflitos internos pelos quais o partido passou ao longo do ano. Já o principal partido de oposição, o PT, que manifesta comportamento geral decididamente contrário à agenda governista, apresenta um grau menor de coesão partidária, com parlamentares que vão da oposição moderada à mais radical”.

 

Leia aqui o boletim na íntegra.  



909 views
comentários
compartilhar

Não existem comentários!

Postar um comentário


Antes de postar, por favor, leia nossos termos de uso.




Li e concordo com os termos de uso.

Termos de uso para publicação de comentários nos sites do OAPS e CDV


Estes são os termos de uso que orientam nossa relação no site Análise Política em Saúde, especialmente no espaço destinado a comentários. A leitura destas diretrizes é fundamental para compreensão da proposta deste espaço de discussão.


O espaço para comentários está destinado exclusivamente ao compartilhamento de informações, experiências e dúvidas, além de análises e reflexões críticas sobre temas relacionados ao objeto do Projeto Análise de Políticas de Saúde no Brasil (2013-2017), conforme disposto em documento disponível para consulta e download aqui http://analisepoliticaemsaude.org/oaps/quem-somos/apresentacao.

Todos os comentários passam por um processo de moderação antes da publicação com o objetivo de verificar a adequação aos seguintes termos de uso:

Não serão permitidos comentários que divulguem ou incentivem a) ações ou ideias discriminatórias em razão de raça, gênero, orientação sexual, religião, crença, deficiência, etnia, nacionalidade ou condição social; b) desrespeito à Legislação Brasileira; c) assédio, perseguição, ameaças, intimidações ou chantagem a terceiros; d) spams, conteúdos promocionais e mensagens com fins comerciais ou publicitários; e) materiais com vírus, dados corrompidos, ou qualquer outro elemento nocivo ou danoso; f) violação de propriedade intelectual ou industrial de terceiros. São expressamente proibidos comentários com palavrões ou qualquer tipo de linguagem ofensiva e/ou obscena.

Instituto de Saúde Coletiva • Universidade Federal da Bahia • Rua Basílio da Gama, s/n • Campus Universitário do Canela • 40.110-040 • Salvador-Bahia • +55 71 3283-7441 / 3283-7442
© 2020 Observatório de Análise Política em Saúde. Todos os direitos reservados.