11 de janeiro de 2021

Entrevistas do mês do OAPS em 2020: desigualdade, violência e pandemia de Covid-19 em pauta

Autor: Inês Costal e Patrícia Conceição


Em 2020, os 12 entrevistados/as do mês do Observatório de Análise Política em Saúde (OAPS) trouxeram reflexões, avaliaram cenários e apontaram problemas, desafios e perspectivas sobre questões como desigualdade, proteção social, violência, financiamento da saúde, educação e o papel das instituições de ensino e pesquisa, saúde do trabalhador, saúde mental, emergências de saúde pública e os sistemas de saúde, além das várias repercussões da pandemia de Covid-19 sobre essas e outras temáticas.

 

Nas entrevistas, os/as sanitaristas, docentes e pesquisadores/as convidados/as examinaram os contextos brasileiro e de outros países, atual e de anos anteriores, para elaborar respostas críticas, baseadas em conhecimento científico e olhar político sobre questões relacionadas à saúde.

 

Confira as entrevistas do mês de 2020 do OAPS:

 

Cecília Minayo: em janeiro, a socióloga e antropóloga aborda os estudos acerca dos efeitos da violência sobre a saúde da população, a Política Nacional de Redução da Morbimortalidade por Acidentes e Violência (PNRMAV) e a incorporação da violência na agenda da saúde, além das políticas de armamento e as relações entre desigualdade e violência. Clique aqui para ler a entrevista na íntegra

 

Jarbas Barbosa: em fevereiro, o surgimento acelerado de casos do novo coronavírus foi o tema principal da entrevista com o médico sanitarista, epidemiologista e vice-diretor da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS/OMS). O ex-diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e ex-secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde falou sobre o papel do sistema de Vigilância em Saúde, a importância de fortalecer a Anvisa como autoridade regulatória autônoma, os esforços internacionais diante do surto e as respostas dos sistemas de saúde, com o desafio de lidar com emergências de saúde pública sem deixar de priorizar os demais problemas e demandas. Clique aqui para ler a entrevista na íntegra

 

Luiz Eduardo Soares: em março, o antropólogo, cientista político, professor e ex-secretário nacional de Segurança Pública avalia as respostas dos governos ao problema das violências; explica o controle do sistema penitenciário brasileiro por facções criminosas; e mostra por que as milícias constituem “o maior perigo atual para a segurança e a democracia”. Considerado um dos principais especialistas em segurança pública do Brasil, Soares critica as “políticas de segurança que autorizam o genocídio de jovens negros e pobres”. Clique aqui para ler a entrevista na íntegra

 

Ricardo Teixeira: em abril, o médico e professor do Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) falou sobre o panorama das ações adotadas por diversos países para conter a pandemia, incluindo a adoção de testagem e diferentes graus de distanciamento social; as respostas do Estado diante da crise; o distanciamento social e as medidas de mitigação das consequências socioeconômicas do confinamento; as relações críticas entre a nova “ecologia comunicacional” e as estratégias comunicacionais tradicionais de enfrentamento de epidemias; as disputas pelo mundo pós-viral. Clique aqui para ler a entrevista na íntegra.

 

Carmen Teixeira: em maio, a médica e sanitarista abordou a exigência de uma ação complexa, multisetorial e uma eficiente comunicação social para enfrentamento da pandemia; discorreu sobre como a Covid-19 evidencia a “inadequação de uma política de saúde privatista e neoliberal à realidade da população brasileira” e escancara os problemas crônicos do SUS; e destacou os efeitos da situação provocada pela pandemia sobre a saúde mental da população. Clique aqui para ler a entrevista na íntegra.

 

Vilma Santana: em junho, a médica epidemiologista e coordenadora do Programa Integrado em Saúde Ambiental e do Trabalhador (Pisat), tratou sobre a “óbvia” relação entre trabalho e Covid-19, que acontece de “múltiplas formas”; a saúde dos/as trabalhadores/as em tempos de pandemia; os impactos das atuais condições de trabalho, desemprego e informalidade sobre a saúde dos/as trabalhadores/as. Clique aqui para ler a entrevista na íntegra. 

 

Naomar de Almeida: em julho, o ex-reitor das universidades federais da Bahia (Ufba) e do Sul da Bahia (UFSB) e professor aposentado do Instituto de Saúde Coletiva (ISC/Ufba) analisou a “triste” e “frustrante” resposta brasileira sobre a pandemia; a atuação de entidades do setor saúde e dos centros de pós-graduação em Saúde Coletiva diante da pandemia enquanto acontecimento político; e as perspectivas de fortalecimento do SUS e da ciência no pós-coronavírus. Clique aqui para ler a entrevista na íntegra. 

 

Reinaldo Guimarães: em agosto, o ex-secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos e ex-diretor do Departamento de Ciência e Tecnologia do Ministério da Saúde analisou a “expectativa hiperbólica” em torno da produção da vacina para Covid-19; bem como as disputas geopolíticas e as tramas que envolvem a indústria de vacinas. Clique aqui para ler a entrevista na íntegra.

 

Lenaura Lobato: em setembro, a socióloga, cientista social e coordenadora do Núcleo de Avaliação e Análise de Políticas Sociais da Universidade Federal Fluminense (UFF) falou ao OAPS sobre desigualdade e proteção social no Brasil tempos de pandemia de Covid-19 e o debate em torno do auxílio emergencial, além de avaliar os impactos da pandemia sobre a população negra e o papel do conservadorismo na responsabilização individual por problemas sociais, inclusive em casos de estupro de menores. Clique aqui para ler a entrevista na íntegra. 

 

Grazielle Custódio David: em outubro, o papel do financiamento para a garantia de direitos, os impactos das medidas de austeridade fiscal, os desdobramentos desse cenário sobre as eleições municipais e as perspectivas nada positivas do orçamento previsto para 2021 foram questões discutidas pela doutoranda em Desenvolvimento Econômico na Unicamp e especialista em Orçamento Público, em Direito Sanitário e em Bioética. Também, a importância da divulgação de assuntos relacionados às áreas econômica e financeira para um público amplo. Clique aqui para ler a entrevista na íntegra. 

 

Mário Lisboa Theodoro: em novembro, o economista, pesquisador da UNB (Universidade de Brasília) e ex secretário executivo da Secretaria Nacional de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (2011-2013) falou sobre a Reforma Administrativa proposta pelo governo federal e o cenário do funcionalismo público brasileiro, o processo de desmonte da proteção social no Brasil e o papel do Estado enquanto provedor de políticas públicas. Também discutiu os efeitos da falta de representatividade negra na economia e a importância de contrapor a forma dominante de pensar essa ciência, o que inclui resgatar as questões raciais. Clique aqui para ler a entrevista na íntegra. 

 

José Ricardo Ayres: em dezembro, o lugar ocupado pela Saúde Coletiva na sociedade brasileira e sua contribuição para pensar a pandemia de Covid-19 são questões centrais da entrevista com o médico sanitarista e professor do Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). Ayres faz reflexões sobre a consolidação do campo, as articulações das práticas técnica e teórica com as práticas políticas e institucionais e os desafios do atual cenário de pandemia e de novas lutas democráticas. Clique aqui para ler a entrevista na íntegra. 



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